back to top
24 C
Brasilia
domingo, 7 junho 2026, 15:55
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúde"Agora Tem Especialistas Dia-E", realiza mais de 1,1 mil cirurgias

“Agora Tem Especialistas Dia-E”, realiza mais de 1,1 mil cirurgias

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Brasil entra na faixa mais alta do IDHM

IDHM do Brasil chega à faixa muito alta em 2024, mas desigualdade de raça, gênero e renda ainda limita avanço.

Inflação prevista supera teto da meta em 2026

Inflação prevista pelo mercado sobe para 5,04% em 2026, supera teto da meta e mantém pressão sobre juros.

Paciente com suspeita de ebola em SP tem meningite confirmada

SP confirma meningite meningocócica em paciente inicialmente classificado como suspeito de ebola e mantém protocolos de isolamento e investigação específica.

Anvisa libera 1ª semaglutida sintética no Brasil

Semaglutida sintética Ozivy é aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2, mas venda ainda depende de preço.

Chuvas na Zona da Mata deixam 36 mortos e 33 desaparecidos

Chuvas na Zona da Mata mineira deixam 36 mortos, 33 desaparecidos e milhares fora de casa em Juiz de Fora e Ubá. © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Polilaminina ainda precisa provar eficácia em humanos

Pesquisa da UFRJ com polilaminina avança para fase 1, mas substância ainda precisa provar segurança e eficácia em humanos. Arte Fonte em Foco/IA
Publicidade

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo gigantesco em direção à redução das filas de espera por serviços especializados. Neste sábado (5), o programa “Agora Tem Especialistas Dia-E” realizou um mutirão histórico, que contabilizou mais de 1,1 mil cirurgias e 10 mil procedimentos, consultas e exames especializados em 24 estados brasileiros. A grandiosa iniciativa ocorreu simultaneamente em 45 hospitais universitários federais, administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), fruto de uma parceria estratégica entre os ministérios da Saúde e da Educação.

O objetivo primordial do programa é ampliar a capacidade de atendimento da rede pública, garantindo que mais brasileiros tenham acesso rápido e de qualidade aos tratamentos necessários.

“É o maior mutirão do SUS já feito no Brasil inteiro e mais diverso. Já teve situação de fazer mutirão de uma cirurgia, [um tipo] de um procedimento. Hoje nós fizemos em todo o Brasil, de Norte a Sul, com 45 hospitais, que envolveram mil tipos diferentes de cirurgias, 10,3 mil procedimentos de diagnóstico, de consulta, e é um movimento que não para hoje”, celebrou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após visitar o mutirão no Centro Cirúrgico do Hospital Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Padilha ainda destacou que os hospitais universitários federais continuarão com os mutirões, estendendo o atendimento para um terceiro turno e realizando procedimentos eletivos, inclusive aos sábados e domingos, com o firme propósito de “reduzir o tempo de espera das cirurgias e dos exames em nosso país”.

 

Prioridades e foco no paciente

A iniciativa do Ministério da Saúde priorizou o atendimento de pacientes oncológicos, reforçando que “no câncer, tempo é vida. Fazer o diagnóstico o mais rápido possível, começar a cirurgia o mais rápido possível, pode significar a vida ou a morte daquele paciente”.

Além da oncologia, o ministro Padilha ressaltou outras áreas de grande demanda e impacto na população: “São os problemas de saúde da mulher e toda a parte de ginecologia; a oncologia que é a parte do câncer; os problemas de visão, a gente envelhece cada vez mais e cada vez mais tem cirurgias e exames para tratar da visão; os problemas de ortopedia; de otorrino na parte da audição; são as grandes prioridades, além do câncer”. Ele exemplificou a urgência do programa ao citar um caso no Rio de Janeiro de um paciente que esperava há dez anos por uma cirurgia, destacando que o “Agora Tem Especialistas” atua para identificar esses casos esquecidos.

 

Compromisso com o ensino, pesquisa e o SUS

Arthur Chioro, presidente da Ebserh, enfatizou que os atendimentos do programa podem começar já na consulta médica, mobilizando todo o esforço para garantir que as necessidades da população sejam atendidas, “da consulta à cirurgia”. Ele informou que, desde março, já foram realizadas 89 mil cirurgias e anunciou que o programa prevê mais dois mutirões “Dia-E” até o fim do ano, um em setembro e outro em dezembro.

A orientação para os hospitais universitários federais é clara: ampliar o horário de funcionamento com um terceiro turno, incluindo atendimentos nos fins de semana. “No nosso caso, na medida em que a gente aumentar a oferta de atendimento para a população, estamos envolvendo os novos alunos residentes, portanto, formando melhor os nossos futuros profissionais de saúde. É exatamente isso que diferencia o hospital universitário no compromisso com o ensino e a pesquisa, mas também com o SUS”, concluiu Chioro, evidenciando o duplo benefício da iniciativa.

A secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Claudia Mello, celebrou a parceria, destacando o avanço na diminuição das filas no estado e no Brasil, reforçando que “isso é o SUS avançando a cada dia”.

Antes da visita ao Hospital Gaffrée e Guinle, o ministro Alexandre Padilha, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e do presidente da Ebserh, Arthur Chioro, esteve no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ) e na Maternidade Paulino Werneck, onde foram anunciadas medidas de reforço à saúde da mulher.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.