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Vacina contra Covid-19 só é eficaz 14 dias após segunda dose, alertam especialistas

Publicado em

Reportagem:
CNN

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Ficar atento ao intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina contra a Covid-19 é fundamental para ficar protegido contra o novo coronavírus. Especialistas alertam para a importância de não se expor ao risco durante a “janela de imunização”, que é o intervalo entre as duas doses mais 14 dias após a segunda aplicação.

“Quem desenvolve a infecção entre uma dose e outra da vacina, ainda não está no seu momento de proteção ideal ou adequada. Desde a primeira dose, algum grau de proteção pode existir, mas a garantia de máxima eficácia daquela vacina é após 14 dias da segunda dose”, explica o infectologista e professor da USP Edson Abdala.

O chefe do departamento de infectologia da Unesp, Alexandre Naime Barbosa, reforça que a imunidade não é de 100%, e que não há garantia que uma pessoa vacinada não irá transmitir o vírus. “É possível que uma pessoa, mesmo que imunizada com as duas doses, tenha Covid-19, mas leve, que se assemelhe a uma gripe ou resfriado. É muito improvável que ela desenvolva formas graves que necessitem de hospitalização ou mesmo óbito”.

Entre os idosos com mais de 90 anos, as mortes foram reduzidas em 50%, explicou o secretário estadual de Saúde de São Paulo Jean Gorinchteyn, enquanto o Instituto Butantan entregava mais um lote da CoronaVac ao Ministério da Saúde.

Uma pesquisa da consultoria global Oliver Wyman aponta que a vacinação será fundamental para a retomada da normalidade: quase 80% dos brasileiros só se sentem confiantes em frequentar estabelecimentos se os funcionários desses locais estiverem vacinados.

O levantamento mostra também que 76% dos brasileiros pretendem tomar a vacina e 78% apoiam medidas que exijam a comprovação de vacinação para participar de eventos públicos e privados. Para frear a pandemia, é necessário que cerca de 70% da população esteja imunizada.

“O indivíduo vacinado não deve abandonar as medidas de proteção, como uso de máscara e distanciamento, pois ele ainda pode se infectar e transmitir para outras pessoas”, acrescenta Naime.

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