Publicidade
InícioBrasilLula critica queda em ajuda internacional a países pobres

Lula critica queda em ajuda internacional a países pobres

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Fim de semana no DF tem rap gratuito, teatro, exposições e lazer ao ar livre

Agenda de 28 a 30 de agosto reúne eventos gratuitos, shows, teatro, exposições, cinema, gastronomia e lazer no DF.

ANPD multa TikTok por uso de dados de crianças e adolescentes

ByteDance, dona do TikTok, é multada pela ANPD e terá de excluir dados de adolescentes sem representação legal regularizada.

Agosto Lilás termina com evento no Parque da Cidade

Ação encerra o Agosto Lilás neste sábado no Parque da Cidade, com orientação sobre direitos, prevenção à violência e denúncias.

Programa oferece órteses e próteses gratuitas pelo SUS no DF

Programa OPM oferece órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção a pacientes da rede pública do Distrito Federal.

Festival gratuito no Rio mostra que matemática é pop

Festival Nacional da Matemática ocupa a Marina da Glória até domingo com entrada gratuita, jogos, teatro e experiências.

Agências do trabalhador têm 786 vagas nesta sexta(28/08)

Agências do trabalhador oferecem 786 vagas nesta sexta no DF, com destaque para operador de caixa e mecânico a diesel.
Publicidade

Durante participação no Fórum de Economia e Finanças Azuis, neste domingo (8), em Mônaco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a redução da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD) por parte de países ricos. Segundo ele, enquanto o apoio financeiro a nações em desenvolvimento caiu 7% em 2024, os gastos militares aumentaram 9,4% no mesmo período.

— Isso mostra que não falta dinheiro. O que falta é disposição e compromisso político para financiar — afirmou Lula no evento, que reuniu líderes internacionais para debater soluções econômicas ligadas à preservação dos oceanos.

A AOD, conforme definição da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um mecanismo que visa promover o bem-estar social e econômico em países em desenvolvimento, por meio de financiamentos, empréstimos e subsídios — ferramenta considerada essencial para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Oceanos ignorados na agenda global

Lula destacou que o ODS 14, que trata da conservação dos oceanos, é um dos menos financiados da agenda global. O déficit anual para a sua implementação é estimado em US$ 150 bilhões.

— Os oceanos são o maior regulador climático do planeta, movimentam 80% do comércio mundial e 97% dos cabos de dados. Se fossem um país, formariam a quinta maior economia do mundo — afirmou o presidente.

Durante o discurso, Lula defendeu a ratificação do tratado global sobre biodiversidade marinha em águas internacionais e a conclusão de um acordo vinculante para eliminar a poluição plástica nos oceanos. Também citou o compromisso assumido pela Organização Marítima Internacional para zerar as emissões de carbono no transporte marítimo até 2050, o que deve impulsionar o uso de energias renováveis e reduzir a dependência global dos combustíveis fósseis.

Críticas à COP29 e expectativas para a COP30

Lula lamentou a falta de avanços significativos na COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão. Segundo ele, o novo compromisso financeiro de US$ 300 bilhões anuais até 2035 ficou abaixo do necessário, distante dos US$ 1,3 trilhão solicitados por países em desenvolvimento para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

— O planeta não aguenta mais promessas não cumpridas. Não há saída isolada para desafios que exigem ação coletiva — alertou, reforçando que a presidência brasileira da COP30, marcada para novembro, em Belém (PA), pretende mudar esse cenário.

Economia azul e justiça climática

Lula defendeu maior atenção à chamada economia azul — conjunto de atividades econômicas ligadas aos oceanos e áreas costeiras — especialmente nos países em desenvolvimento, que são mais dependentes desses recursos e mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas.

— Vinte e três dos 33 países da América Latina e Caribe têm mais território marítimo do que terrestre. A África possui 13 milhões de km² de território marítimo, o equivalente à União Europeia e aos EUA somados — argumentou.

Soluções brasileiras

O presidente também apresentou iniciativas brasileiras em prol da economia azul:

  • O programa Bolsa Verde, que beneficia mais de 12 mil famílias que atuam na preservação de áreas marinhas;

  • Os US$ 70 milhões do BNDES destinados a investimentos no setor;

  • Projetos de planejamento espacial marinho, conservação costeira e descarbonização da frota naval.

Ele reforçou ainda a necessidade de desburocratizar o acesso a fundos climáticos e propôs medidas como a troca de dívida por investimentos em desenvolvimento e o uso de direitos especiais de saque para mobilizar recursos internacionais.

Neste domingo, Lula também se reuniu com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay. Na segunda-feira (9), ele participa da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 3), em Nice.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.