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quarta-feira, 21 janeiro 2026, 12:48:20
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Viver 60+ transforma rotina de idosos e amplia inclusão no DF

Publicado em:

Reporter: Jeferson Nunes

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Antes, eu vivia sozinha e saía muito pouco de casa.” A frase da aposentada Isolina Maia, de 71 anos, resume uma realidade comum a muitos idosos do Distrito Federal antes de conhecerem o programa Viver 60+. Hoje, segundo ela, a rotina é outra. Há amizades, atividades, passeios e uma sensação clara de tranquilidade emocional. “Participo de todas as oficinas e caminhadas, aulas de dança e idas ao cinema”, relata.

Criado em 2024 pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e oficialmente instituído como programa de governo em maio de 2025, o Viver 60+ ganhou musculatura administrativa e alcance social. A consolidação permitiu a ampliação das ações voltadas ao envelhecimento ativo e saudável, beneficiando mais de 11 mil pessoas idosas até o fim do ano passado.

Atualmente, o programa conta com 34 núcleos espalhados por diversas regiões administrativas, como Ceilândia, Taguatinga, Planaltina, Gama, Fercal, Sobradinho, entre outras. Na prática, isso significa que o cuidado com a pessoa idosa deixou de ser discurso e passou a ter endereço.

Três eixos que sustentam o envelhecimento ativo

O Viver 60+ é estruturado em três eixos centrais. O primeiro é saúde e qualidade de vida, com atividades físicas e funcionais focadas em mobilidade, equilíbrio, controle da frequência cardíaca e prevenção de quedas. O segundo eixo, educação e capacitação, promove oficinas educativas, estímulo de talentos, informação sobre direitos e ações de prevenção à violência. Já o terceiro, cultura e lazer, fortalece a convivência social e o sentimento de pertencimento comunitário.

Segundo a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, o programa responde a uma mudança demográfica inevitável. Para ela, investir na população idosa é enfrentar de forma concreta desafios sociais, de saúde e de convivência. O Viver 60+, destaca, promove autonomia, combate o isolamento social e reconhece a pessoa idosa como protagonista da própria história.

Atividades, eventos e experiências que mudam vidas

Além das ações regulares nos núcleos, o programa mantém uma programação especial ao longo do ano, com oficinas temáticas, eventos externos e atividades de integração. Já passaram pelo Viver 60+ oficinas de autocuidado na maturidade, jardinagem, produção de alimentos, além de ações informativas sobre os direitos da pessoa idosa.

Mais de três mil participantes estiveram em dois grandes eventos realizados no Eixão do Lazer, com atividades físicas, culturais, serviços e momentos de confraternização. Em parceria com a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), o programa também promove passeios mensais ao zoológico. Somente no ano passado, mais de mil idosos participaram da ação, muitos retornando ao local após décadas — outros, conhecendo pela primeira vez.

As visitas incluem ainda teatro, cinema, parques e pontos turísticos do DF. Em fevereiro, por exemplo, 600 pessoas idosas participaram de uma sessão especial no Cine Brasília, com filmes nacionais e, claro, pipoca garantida. Porque dignidade também passa por pequenos prazeres.

Bailes, amizade e autoestima em alta

Os bailes temáticos são outro destaque do Viver 60+. Realizados em datas como Carnaval, Natal e Primavera, eles reúnem mais de duas mil pessoas a cada edição. Para Diná de Souza, de 73 anos, moradora do Sol Nascente, participar é um ato de afirmação. “Caprichei na maquiagem. Essa beleza é reflexo da felicidade que sinto desde que entrei no programa”, conta.

O relato pode soar simples, mas carrega um peso social enorme. Envelhecer com dignidade, vínculo e alegria não deveria ser exceção. No DF, ao menos nesse ponto, virou política pública.

Núcleos do Viver 60+ no Distrito Federal

O programa está presente em regiões como Asa Sul, Águas Claras, Água Quente, Ceilândia, Taguatinga, 26 de Setembro, Santa Maria, Gama, Samambaia, Guará II, Fercal, Estrutural, Sobradinho, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Sobradinho II, Planaltina, Vila Planalto e Paranoá, com núcleos instalados em UBSs, centros comunitários, igrejas, CEUs das Artes e espaços de convivência.

Onde há gente, há Viver 60+. E onde há Viver 60+, há menos solidão e mais vida circulando.

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