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quarta-feira, 4 fevereiro 2026, 08:30:13
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Audiência pública debate futuro da mobilidade urbana no DF

Publicado em:

Repórter: Janaina Lemos

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As obras e ações para melhorar a mobilidade urbana do Distrito Federal estiveram no centro da 3ª audiência pública sobre a atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). O encontro, promovido pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), ocorreu neste sábado (24), na Câmara Legislativa do DF (CLDF), e recebeu novas contribuições de usuários do transporte coletivo e entidades civis.

Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o processo participativo tem sido permanente. “O debate com a população é fundamental para aprimorar o projeto. Já realizamos três audiências públicas, oficinas em todas as regiões administrativas, reuniões temáticas online e mantemos o projeto disponível para contribuições em tempo integral”, afirmou. De acordo com o titular da pasta, a equipe técnica já prepara a próxima audiência, que discutirá a minuta do projeto de lei do PDTU.

Ao todo, PDTU e PMUS já somam mais de quatro mil contribuições populares. Ao final do processo, os dois documentos serão consolidados em um único projeto, que deverá ser debatido ainda este ano na CLDF antes de se transformar em lei. Na audiência deste sábado, a equipe técnica apresentou o prognóstico e as propostas estruturantes para a mobilidade urbana do DF.

Prioridade para pedestres, ciclistas e micromobilidade

O estudo técnico prevê 13 ações voltadas aos modos ativos, ou seja, deslocamentos sem o uso de veículos automotores. Entre as medidas está a implantação de rotas acessíveis, garantindo circulação segura e confortável para pedestres e ciclistas. O plano projeta 847 km de ciclovias, 175 km de ciclofaixas e 28 km de ciclorrotas, além de infraestrutura para micromobilidade elétrica, travessias subterrâneas e instalação de paraciclos em estações de metrô, BRT, terminais de ônibus e pontos de parada.

O PMUS também propõe medidas consideradas avançadas, como a implantação de zonas 30 em áreas residenciais e no entorno de escolas e hospitais. Outra diretriz central é a criação das chamadas ruas completas, que redistribuem o espaço viário para atender todos os usuários, com prioridade aos modos ativos e ao transporte coletivo. Nessas vias, a velocidade máxima para veículos é de 50 km/h, com faixas exclusivas para ônibus, ciclovias, calçadas adequadas e travessias seguras.

A engenheira do Labtrans, Fernanda Malon, explicou que essas vias devem ser implantadas em áreas de grande circulação. “Em geral, são as principais vias de cada região administrativa que recebem o tratamento de ruas completas”, detalhou. Um dos trechos previstos é a Avenida Hélio Prates, em Ceilândia, com previsão de VLT e travessias elevadas para pedestres.

Grandes obras estruturantes no horizonte

O projeto do PDTU trabalha com cinco cenários de obras e ações. No cenário mais abrangente, estão previstas intervenções de grande porte, como BRT Norte, BRT Leste, Anel BRT do Plano Piloto, BRT Sudoeste, ampliação do metrô, implantação de VLT em Ceilândia e Taguatinga, trens regionais para o Entorno, ponte sobre o Lago Paranoá e novo acesso para São Sebastião.

No total, as propostas somam 307,5 km de vias, sendo 181,4 km rodoviários e 126,1 km ferroviários, o que representa uma mudança estrutural na forma de deslocamento no DF.

Apoio social como condição para sair do papel

Para o secretário-executivo do Instituto Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), Wesley Ferro, o conteúdo técnico está avançado, mas o desafio agora é garantir viabilidade política e social. “É preciso criar um ambiente favorável para que o projeto se transforme em realidade. Sem o apoio da sociedade, o plano corre o risco de ficar apenas no papel”, alertou.

Segundo ele, é fundamental envolver Legislativo, Judiciário, imprensa e setores estratégicos. “Os deputados precisam estar convencidos da importância do plano. O Judiciário também, porque qualquer liminar pode barrar uma intervenção. Sem esse alinhamento, continuaremos com bons planos e poucas transformações reais”, concluiu.

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