A Operação Torre Forte, realizada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), retirou de circulação dois veículos com histórico recorrente de infrações e mais de R$ 72 mil em dívidas acumuladas. A ação ocorreu na EPTG, na quinta-feira (15), com foco direto na preservação da segurança viária. Não foi blitz de rotina. Foi ação cirúrgica.
Os automóveis abordados estavam com licenciamentos vencidos desde 2017 e 2020 e circulavam em desacordo com a legislação. Juntos, somavam 112 infrações, a maioria por excesso de velocidade, inclusive registros acima de 50% do limite permitido. Também apareceram no histórico avanço de sinal vermelho, uso indevido de faixas exclusivas e circulação pelo acostamento. Um combo clássico de risco no trânsito.
Condutor sem CNH e uso de tecnologia
Durante a abordagem, os agentes constataram que um dos condutores não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A operação contou com o apoio do helicóptero Sentinela 01 e do Centro de Controle Operacional (CCO) do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF). A atuação integrada permitiu identificar, acompanhar e retirar os veículos de circulação com precisão.
A Unidade de Operações Aéreas (UOPA) do Detran-DF tem ampliado o uso de tecnologia e planejamento estratégico para localizar veículos reincidentes que representam perigo à coletividade. A lógica é simples: quem insiste em transformar via pública em pista de teste precisa sair do trânsito.
Segurança viária em foco
A retirada desses veículos não é apenas medida administrativa. É prevenção de acidentes. Infrações repetidas, somadas a anos de irregularidade, não são distração — são padrão de comportamento. E padrão perigoso precisa de resposta firme. No trânsito, tolerância com reincidência costuma cobrar a conta em vidas.

