Ilustração da Copa 2027 retrata Brasília como “futuros possíveis”
A FIFA divulgou nesta segunda-feira (9), a 500 dias do início da Copa do Mundo Feminina de 2027, as ilustrações oficiais das oito cidades-sede que passam a integrar a marca do torneio. No caso de Brasília, a arte apresenta a capital como um território de movimento, projeção e “futuros possíveis”, conceito assinado pela artista visual e muralista Izzy Credo.
Quem é a artista e quais referências ela colocou na imagem
Natural de Trindade (GO), Izzy afirma ter buscado referências na cultura popular do Cerrado, no protagonismo negro e na relação entre o sagrado e o profano para construir a narrativa visual de Brasília. Na leitura dela, a arquitetura da cidade ajuda a sustentar a ideia de expectativa e projeção, elementos que, segundo a artista, também aparecem quando o país pensa em futebol.
Torcida como paisagem, e não como figurante
A composição usa cores vibrantes e formas orgânicas para colocar a torcida como parte do cenário — não só como público, mas como elemento que “conta história” dentro do futebol brasileiro. A artista também cita memórias afetivas de Copa, como as ruas decoradas e a vivência coletiva, como parte do processo criativo.
O que a FIFA disse sobre as ilustrações das sedes
Em publicação oficial, a FIFA informou que as artes foram criadas por artistas brasileiras para representar as oito sedes do Mundial, conectando cultura local e tradição do país em transformar cidades em “tela” durante grandes torneios.
Quando será a Copa e onde Brasília entra no mapa
A Copa do Mundo Feminina de 2027 está prevista para ocorrer de 24 de junho a 25 de julho, com jogos em oito cidades brasileiras: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na capital federal, as partidas serão no Estádio Nacional Mané Garrincha.
Estrutura local e governança: o que o DF diz que está fazendo
No DF, o governo afirma que criou um Comitê Intersetorial de Coordenação sob liderança da Casa Civil, com participação de 12 secretarias, para organizar as ações relacionadas ao torneio.
Também foi criado o Programa de Apoio ao Futebol do Distrito Federal, com foco no fortalecimento do futebol profissional local e na formação de atletas, incluindo o futebol feminino.
Sobre infraestrutura, comunicados do próprio GDF citam reformas e modernizações em estádios como Bezerrão e intervenções previstas/realizadas em equipamentos como Rorizão e Augustinho Lima, com a perspectiva de uso como suporte de preparação e treinamentos no ciclo do Mundial.

