Vigilância Sanitária terá operação 24h nos blocos do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), por meio da Vigilância Sanitária, informou que vai fiscalizar mais de 170 eventos de Carnaval e pré-Carnaval entre 7 e 17 de fevereiro. O objetivo é reduzir riscos à saúde pública e reforçar a segurança alimentar de foliões e trabalhadores.
A operação começa com acompanhamento presencial do bloco Galo Cego, no Setor Bancário Sul (SBS), a partir das 14h, segundo a pasta.
O que será fiscalizado nos eventos
Seis equipes de auditores de atividades urbanas vão verificar a comercialização de bebidas alcoólicas e alimentos prontos, como lanches e “comidas de boteco”. Além disso, a fiscalização inclui condições de atendimento em postos médicos e ambulâncias, rotas de fuga para urgência e emergência e oferta de banheiros químicos proporcional ao público estimado.
A SES-DF também informou que a operação foi precedida pelo licenciamento dos blocos e que os eventos cadastrados devem seguir critérios sanitários e procedimentos técnico-operacionais previstos na Portaria nº 88, de 8 de março de 2024.
Portaria nº 88: o que muda para organizadores e vendedores
A Portaria nº 88 regulamenta, no âmbito da vigilância sanitária, o licenciamento de eventos de qualquer porte no DF e estabelece critérios para minimizar riscos à saúde, incluindo exigências relacionadas a serviços e estruturas oferecidas ao público e trabalhadores.
Na prática, isso aumenta a responsabilidade de promotores e empresas contratadas sobre o que é servido e como é servido. E, no Carnaval, “como” costuma ser a diferença entre lembrança boa e boletim de ocorrência.
Treinamento para ambulantes e monitoramento em laboratório
Para reduzir falhas na ponta, a Vigilância Sanitária e a Secretaria Executiva das Cidades programaram um treinamento para vendedores ambulantes em 12 de fevereiro, com foco em boas práticas de manipulação de alimentos e orientação sobre o que pode ou não ser comercializado.
Em paralelo, a diretoria informou que já coleta e analisa amostras de bebidas e alimentos em estabelecimentos locais, em ação conjunta com o Laboratório Central de Saúde Pública, dentro de um monitoramento contínuo.
Foco da operação: irregularidades e risco de adulteração
Entre as prioridades, a SES-DF cita o combate à venda de produtos irregulares, como cigarros eletrônicos, e de bebidas alcoólicas falsificadas, adulteradas ou sem procedência. Produtos sem origem legal comprovada podem ser apreendidos.
A diretora de Vigilância Sanitária, Márcia Olivé, também alertou para o risco de adulteração com metanol e recomendou cautela: desconfiar e evitar bebidas sem rótulo ou sem lacre de segurança.

