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quarta-feira, 4 fevereiro 2026, 03:37:29
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Jogos de azar no DF expõem endividamento e risco social

Publicado em:

Repórter: Fabíola Fonseca

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ogos de azar no DF expõem endividamento e risco social

O avanço das apostas, especialmente no ambiente digital, já produz efeitos mensuráveis sobre o endividamento, a saúde emocional e a vulnerabilidade social no Distrito Federal. É o que aponta o estudo Apostadores no Distrito Federal: diagnóstico comportamental e sociodemográfico, lançado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF).

A pesquisa analisou quem aposta, por que aposta e quais impactos essa prática gera, considerando cidadãos maiores de 18 anos. O levantamento mapeia modalidades de jogos, motivações e consequências sociais, financeiras e de saúde, além de incluir a percepção de pessoas que não participam dessas atividades.

Apostas deixam de ser lazer e viram problema social

Segundo o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, o estudo confirma que os jogos de azar já ultrapassaram a fronteira do entretenimento.
“Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional”, afirmou.

Na avaliação do secretário, o diagnóstico permite ao governo identificar perfis, territórios e riscos, criando condições para políticas públicas preventivas. A ideia, segundo ele, é atuar com educação financeira, saúde mental e fortalecimento familiar, priorizando grupos mais vulneráveis.

Como a pesquisa foi feita

Os dados foram coletados por meio de questionários presenciais, aplicados por pesquisadores uniformizados em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As respostas não permitem a identificação dos participantes.

Posteriormente, os dados foram analisados com recortes de gênero, renda e faixa etária, o que possibilita um retrato mais preciso do fenômeno em diferentes camadas da população.

Além dos apostadores, o estudo ouviu também pessoas que não participam de jogos de azar, permitindo comparar percepções e identificar impactos indiretos na dinâmica social.

Endividamento e vulnerabilidade entram no radar do GDF

Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, o estudo responde a uma demanda urgente do poder público.
“O IPEDF tem como missão produzir informações qualificadas para orientar a tomada de decisão. Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social”, afirmou.

Ao destacar o caráter territorializado da pesquisa, Barros reforça que os dados permitem antecipar riscos, e não apenas reagir a crises já instaladas. Em outras palavras, o diagnóstico funciona como um alerta antes que o problema escale para o sistema de assistência social e de saúde.

Perfil dos apostadores e contexto nacional

De acordo com a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, o crescimento acelerado das plataformas de apostas online tornou indispensável um diagnóstico específico.
“Com o fácil acesso às apostas, torna-se fundamental compreender o perfil dos apostadores e as possíveis consequências desse hábito na vida financeira, social e na saúde da população”, explicou.

Embora o foco do estudo seja o Distrito Federal, dados nacionais indicam que a maior concentração de apostadores está entre jovens de 16 a 34 anos, ao mesmo tempo em que se observa um volume expressivo de apostas entre aposentados — um recorte que acende o sinal de alerta para o risco de superendividamento em diferentes fases da vida.

Mais que números, um problema estrutural

O estudo surge como resposta direta ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar, um fenômeno que combina publicidade agressiva, acesso irrestrito via celular e ausência histórica de educação financeira.

Mais do que mapear comportamentos individuais, o diagnóstico aponta para um problema estrutural, que exige políticas públicas baseadas em evidências e coordenação entre áreas como assistência social, saúde e regulação econômica.

Os dados completos do levantamento detalham esse cenário e devem orientar as próximas decisões do Governo do Distrito Federal.

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