Como parte das ações permanentes de segurança urbana e preservação ambiental, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) realizou, ao longo de 2025, mais de 21,8 mil atendimentos relacionados ao manejo arbóreo no Distrito Federal. A maior parte das demandas partiu da própria população, por meio do Portal Cidadão, principal canal de comunicação com o órgão.
Segundo o engenheiro florestal e assessor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Leonardo da Costa, o olhar atento do morador é decisivo. Ele explica que quem convive diariamente com a árvore costuma perceber sinais precoces de risco. A partir da solicitação, técnicos da companhia realizam uma avaliação visual detalhada, observando copa, tronco, raízes aparentes, inclinação, rachaduras no solo e possíveis injúrias mecânicas, além do estado geral de saúde da árvore.
Chuvas e ventos aumentam ocorrências
Durante o período chuvoso, especialmente com eventos climáticos mais extremos, como chuvas intensas e ventos fortes, o número de ocorrências cresce. Mesmo árvores consideradas saudáveis podem não resistir quando estão expostas, o que reforça a importância da poda preventiva, sobretudo em áreas urbanas.
O manejo adequado reduz riscos de quedas de galhos e árvores, prevenindo acidentes com pedestres, danos a veículos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos a residências, calçadas, vias públicas e equipamentos urbanos. Além disso, o cuidado correto prolonga a vida útil das árvores e garante uma convivência mais segura entre a arborização e a população.
Manejo só pode ser feito pela Novacap
Leonardo da Costa reforça que, em áreas públicas, apenas a Novacap tem competência legal para executar qualquer tipo de manejo arbóreo, incluindo podas. Intervenções feitas por moradores, sem autorização, podem configurar crime ambiental. A orientação é clara: sempre solicitar vistoria pelos canais oficiais.
“Muitos moradores percebem sinais como copa secando ou árvore inclinada, e isso ajuda muito nosso trabalho. A vistoria define se há risco e se alguma ação será necessária, lembrando que nem toda solicitação resulta em intervenção”, explica o engenheiro.
Números de 2025 mostram dimensão do trabalho
Dos 21,8 mil atendimentos realizados em 2025, a Novacap contabilizou:
14.984 árvores suprimidas por apresentarem risco;
5.643 árvores mortas removidas;
1.244 ocorrências de árvores caídas.
Além das solicitações pontuais, as equipes técnicas também realizam avaliações preventivas durante os deslocamentos, identificando árvores próximas que possam representar risco futuro. Para organizar o fluxo de trabalho, a companhia utiliza um sistema de classificação de prioridades, semelhante ao de atendimentos de emergência, que ordena as demandas conforme o nível de risco e a urgência.
Plantio continua, mesmo sem obrigação legal
Sobre a supressão de árvores, a Novacap esclarece que não se trata, tecnicamente, de compensação ambiental. O Decreto nº 39.469/2018 estabelece que a companhia, no exercício da manutenção da arborização urbana, não é obrigada a compensar. Ainda assim, o órgão mantém um programa anual de plantio.
Após a retirada de uma árvore, técnicos retornam ao local — geralmente no período seco — para avaliar a viabilidade do replantio e definir a espécie mais adequada. “Não chamamos de compensação, mas o plantio ocorre dentro do nosso programa anual”, destaca Leonardo da Costa.
Como solicitar vistoria ou poda
A população pode colaborar ativamente com a segurança urbana. As solicitações de vistoria, poda ou manejo de árvores podem ser feitas:
Pelo site da administração regional, disponível 24 horas no Portal Cidadão;
Pelo telefone 156.
Após o registro, a Novacap encaminha o pedido para avaliação técnica e adoção das providências necessárias. Arborização urbana não é detalhe paisagístico: é questão de segurança — e de cuidado coletivo.

