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Vigília pela Terra no Rio de Janeiro une fé e ativismo climático

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Reportagem:
Reporter: Paulo Andrade

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A Vigília pela Terra reuniu centenas de pessoas neste sábado (30) em um gramado no centro do Rio de Janeiro, entre a Igreja da Candelária e o Centro Cultural Banco do Brasil. O evento, de caráter inter-religioso, serviu como um chamado à conscientização ambiental, destacando o papel dos grupos de fé na luta contra o aquecimento global, a pouco mais de 70 dias da COP30 em Belém.

Organizado pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), o encontro contou com líderes de diversas vertentes e uma programação cultural que incluiu música, dança e gastronomia. Segundo a diretora-executiva do Iser, Ana Carolina Evangelista, o objetivo é mostrar a importância da mobilização e proteção ambiental a partir dos grupos de fé, que “são originalmente protetores da casa comum, da natureza, da Terra”.

 

Combatendo o negacionismo e descentralizando a discussão

Ana Carolina ressaltou que a vigília também é uma forma de combater o negacionismo climático, que, segundo ela, é alimentado por forças políticas e econômicas contrárias à proteção ambiental.

A série de vigílias, inspirada no evento de 1992 na Rio 92, passará pelas cinco regiões do país antes da COP30. Após Brasília e Porto Alegre, o evento no Rio de Janeiro foi a terceira parada, e as próximas cidades incluem Manaus, Natal e Recife, culminando em Belém em 13 de novembro. A estratégia visa descentralizar a discussão e dar visibilidade às ações ambientais de líderes religiosos locais.

 

Espiritualidade e o sagrado na natureza

O babalaô Ivanir dos Santos destacou a importância da preocupação ambiental em religiões de matriz africana, que consideram a terra, a água e o fogo como elementos sagrados. Ele alertou que, sem equilíbrio, a natureza e a humanidade correm risco. “É justamente quando ela deixa de ser sagrada que passa a ser explorada”, disse.

Com mais de 90% da população brasileira com algum tipo de fé, a Vigília pela Terra reforça a ideia de que a espiritualidade pode ser uma poderosa ferramenta de mobilização para uma causa comum, unindo diferentes crenças em um objetivo de respeito e cuidado com o planeta.

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