Publicidade
InícioBrasilCulturaMorre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, aos 91 anos

Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, aos 91 anos

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Agências do Trabalhador têm 751 vagas nesta quarta-feira 14/10

DF tem 751 vagas nas Agências do Trabalhador nesta quarta-feira 14/10, com destaque para oportunidades no Guará.

Afogamentos no Lago Paranoá reacendem alerta sobre segurança

Mortes no Lago Paranoá expõem riscos de banho, esportes náuticos e navegação, com orientações de prevenção e segurança.

Anvisa aprova novo medicamento para lúpus

Gazya, à base de obinutuzumabe, ganha nova indicação para adultos com lúpus ativo moderado a grave.

747 vagas de emprego no DF nesta quinta 15/10

DF tem 747 vagas de emprego nesta quinta 15/10, com destaque para motoristas em Brazlândia e 162 oportunidades de repositor em várias regiões.

Eleições 2026 DF: Celina lidera duas pesquisas para governo

Celina Leão lidera as últimas pesquisas para o Governo do DF. Os levantamentos Real Time Big Data e Quaest mostram a disputa com Leandro Grass.

PGR vê falta de elementos para afastar diretor da PF

Parecer da PGR ao STF contesta afastamento da cúpula da PF e aponta falta de evidências individualizadas.
Publicidade

Morreu neste domingo (28), aos 91 anos, a atriz Brigitte Bardot, uma das figuras mais emblemáticas do cinema mundial. A causa da morte não foi divulgada, mas a artista enfrentava problemas de saúde há meses, com longas internações. Ela faleceu em um hospital no sul da França, onde estava para uma cirurgia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, lamentou a morte em declaração oficial: “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”. A menção a Marianne, símbolo da República Francesa, traduz o impacto cultural profundo que Bardot exerceu não apenas no cinema, mas na identidade cultural francesa.

Do início da carreira à consagração

Nascida em Paris, em 1934, em uma família abastada, Brigitte começou sua trajetória artística como modelo aos 15 anos, estampando capas e chamando a atenção pelo físico e carisma. Sua transição para o cinema veio em 1952, com o filme Le Trou Normand, de Jean Boyer. Apesar de papéis pequenos no início, sua presença marcante logo chamou atenção.

Ainda em 1952, atuou em Manina, a Moça Sem Véu, onde, ao aparecer de biquíni, ajudou a popularizar a peça — em um sinal precoce de seu impacto cultural. Em 1953, participou de Mais Forte que a Morte, seu primeiro longa-metragem nos Estados Unidos, com Kirk Douglas. Sua aparição no Festival de Cannes vestida de biquíni causou furor na imprensa internacional.

Durante os anos 1950 e início dos 1960, Bardot trabalhou em produções francesas, italianas e britânicas, como A Noiva do Comandante (1955), As Grandes Manobras (1955) e Helena de Tróia (1956), conquistando cada vez mais espaço como protagonista.

O estrelato mundial: E Deus Criou a Mulher

O papel que a consagrou mundialmente veio em 1956, no filme E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, Roger Vadim. Bardot interpretou Juliette, uma jovem cuja sensualidade e liberdade desafiavam as convenções sociais. O filme virou um fenômeno, transformando Bardot em símbolo sexual global e influenciando a moda e a cultura pop de sua época.

Ao longo da carreira, estrelou obras marcantes como O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, e contracenou com nomes como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon e Sean Connery.

Vida pessoal e passagem pelo Brasil

A vida pessoal de Bardot foi marcada por altos e baixos nos anos 1960. Enfrentou crises conjugais, episódios de depressão e dificuldades com o consumo de álcool. Em 1965, durante um relacionamento com o brasileiro Bob Zagury, atleta de basquete do Flamengo, ela visitou Búzios (RJ) — uma passagem tão marcante que a prefeitura local ergueu uma estátua em sua homenagem, que se mantém até hoje como atração turística.

Da atuação à causa animal

O último filme de Bardot foi L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, em 1973. A partir de então, ela se afastou da carreira artística e se dedicou a sua grande paixão: a defesa dos animais. Fundou a Fundação Brigitte Bardot, voltada à proteção de espécies em risco e à promoção dos direitos dos animais em todo o mundo.

Seu ativismo foi amplamente elogiado, embora também tenha sido alvo de críticas por posicionamentos políticos controversos. Em 2021, aos 87 anos, Bardot foi condenada por insultos racistas contra moradores da ilha de Reunião, na França, recebendo uma multa de 20 mil euros. Recentemente, declarou apoio à líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen.

Legado

Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta. Seu nome ficará marcado não só pela revolução cultural que representou nas telas, mas também por sua feroz defesa dos animais — uma causa que abraçou com a mesma intensidade com que viveu os anos de estrelato.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.