Vamos direto ao ponto: desde agora, o Distrito Federal tem uma nova ferramenta para lidar com as queimadas que todo ano transformam o céu em fumaça e os hospitais em corredores lotados de gente com problemas respiratórios.
A Lei Distrital 7.792/25 chegou para mudar o jogo. Em vez de só apagar fogo quando ele já está alto, a ideia é evitar que as chamas comecem. Além disso, a proposta traz um arsenal tecnológico que inclui satélites e drones rastreando focos de incêndio em tempo real.
O que muda na prática
A nova legislação estabelece uma série de medidas integradas. Primeiro, prevê campanhas de conscientização em escolas, empresas e comunidades rurais — justamente onde muitos incêndios começam, seja por descuido ou falta de informação sobre o risco real.
Segundo o texto, a Secretaria de Meio Ambiente terá que investir em equipamentos modernos e veículos preparados para combater tanto incêndios florestais quanto urbanos. Somado a isso, serão criadas brigadas especializadas, com treinamento adequado e equipamentos de proteção individual.
O sistema de monitoramento e alerta precoce é outro ponto central. Com tecnologia de satélite e drones, a detecção de focos de incêndio passa a ser mais rápida. Na prática, isso significa que as equipes podem chegar ao local antes que o fogo se espalhe e fique impossível de controlar.
Quem paga a conta
As despesas ficam por conta da Secretaria de Meio Ambiente, usando dotações orçamentárias já previstas no orçamento vigente. Ou seja, pelo menos no papel, não há necessidade de recursos extras — o dinheiro já está lá, esperando para ser direcionado.
A motivação por trás da lei
Para o deputado Pepa (PP), autor da proposta, a medida era urgente. “Considerando que as queimadas têm se mostrado um problema recorrente, especialmente em períodos de seca, este programa busca criar uma abordagem proativa e coordenada para enfrentar a questão de maneira eficaz”, afirmou o parlamentar.
Segundo ele, a implementação da lei deve resultar em “um avanço significativo na gestão dos riscos associados às queimadas, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos os habitantes do Distrito Federal”.
No entanto, como sempre, a lei no papel é uma coisa. A execução efetiva — com brigadas formadas, equipamentos comprados e o sistema de monitoramento operando — é o que vai realmente fazer a diferença quando a próxima temporada de seca chegar.

