Publicidade
InícioBrasíliaPolítica DFNova lei contra queimadas no DF entra em vigor com sistema de...

Nova lei contra queimadas no DF entra em vigor com sistema de drones e brigadas especializadas

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Terras indígenas seguram desmatamento na Amazônia

Levantamento do Imazon mostra desmatamento zero em 60% das terras indígenas e menor índice da Amazônia em 11 anos.

Colheita de manga em Brasília exige alerta de risco elétrico

A chegada da temporada de manga transforma o paisagismo...

Novacap registra 21,8 mil ações em manejo de árvores no DF

Como parte das ações permanentes de segurança urbana e...

Manual anti-washing orienta comunicação ESG no Brasil

A nova ferramenta reúne critérios práticos e uma IA para revisar comunicação ESG, reduzir risco de greenwashing e apoiar decisões informadas.

DF planta 218 mil árvores e amplia meta até 2027

Arborização DF: Novacap plantou 218 mil árvores desde 2019, amplia contratos para 2026-2027 e mira 200 mil mudas no próximo ciclo. Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Amazônia tem menor alerta de desmatamento em 20 anos

Desmatamento sob alerta caiu 35% na Amazônia em junho, menor área em 20 anos; Cerrado teve redução menor, de 5,3%.
Publicidade

Vamos direto ao ponto: desde agora, o Distrito Federal tem uma nova ferramenta para lidar com as queimadas que todo ano transformam o céu em fumaça e os hospitais em corredores lotados de gente com problemas respiratórios.

A Lei Distrital 7.792/25 chegou para mudar o jogo. Em vez de só apagar fogo quando ele já está alto, a ideia é evitar que as chamas comecem. Além disso, a proposta traz um arsenal tecnológico que inclui satélites e drones rastreando focos de incêndio em tempo real.

O que muda na prática

A nova legislação estabelece uma série de medidas integradas. Primeiro, prevê campanhas de conscientização em escolas, empresas e comunidades rurais — justamente onde muitos incêndios começam, seja por descuido ou falta de informação sobre o risco real.

Segundo o texto, a Secretaria de Meio Ambiente terá que investir em equipamentos modernos e veículos preparados para combater tanto incêndios florestais quanto urbanos. Somado a isso, serão criadas brigadas especializadas, com treinamento adequado e equipamentos de proteção individual.

O sistema de monitoramento e alerta precoce é outro ponto central. Com tecnologia de satélite e drones, a detecção de focos de incêndio passa a ser mais rápida. Na prática, isso significa que as equipes podem chegar ao local antes que o fogo se espalhe e fique impossível de controlar.

Quem paga a conta

As despesas ficam por conta da Secretaria de Meio Ambiente, usando dotações orçamentárias já previstas no orçamento vigente. Ou seja, pelo menos no papel, não há necessidade de recursos extras — o dinheiro já está lá, esperando para ser direcionado.

A motivação por trás da lei

Para o deputado Pepa (PP), autor da proposta, a medida era urgente. “Considerando que as queimadas têm se mostrado um problema recorrente, especialmente em períodos de seca, este programa busca criar uma abordagem proativa e coordenada para enfrentar a questão de maneira eficaz”, afirmou o parlamentar.

Segundo ele, a implementação da lei deve resultar em “um avanço significativo na gestão dos riscos associados às queimadas, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos os habitantes do Distrito Federal”.

No entanto, como sempre, a lei no papel é uma coisa. A execução efetiva — com brigadas formadas, equipamentos comprados e o sistema de monitoramento operando — é o que vai realmente fazer a diferença quando a próxima temporada de seca chegar.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.