back to top
24 C
Brasilia
terça-feira, 21 abril 2026, 01:59:29
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoMeio ambientePlano Clima define ações climáticas do Brasil até 2035

Plano Clima define ações climáticas do Brasil até 2035

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

Notícias relacionadas

Serrinha do Paranoá vira novo foco de pressão contra socorro ao BRB

Protesto em Brasília cobra retirada da Serrinha do Paranoá de projeto do GDF ligado ao socorro financeiro do BRB. © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cantareira segue em faixa de restrição no início de 2026

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)...

MPF pede bloqueio de R$ 1,2 bi da Vale por vazamentos

MPF pede bloqueio de R$ 1,2 bilhão da Vale após vazamentos em minas de Congonhas que atingiram afluentes do rio Paraopeba.

MapBiomas tira plataforma do ar após erro grave

O Monitor da Mineração do MapBiomas foi retirado do...

Verão começa com previsão de chuvas acima da média no país

O verão no Hemisfério Sul começa neste domingo (21)...
Publicidade

Meta de reduzir emissões ganha roteiro oficial para a próxima década

O governo federal publicou na quinta-feira (5) o sumário executivo do Plano Clima, documento que consolida diretrizes e estratégias para reduzir emissões de gases de efeito estufa e orientar a resposta do país às mudanças climáticas. A publicação funciona como uma síntese operacional das peças que compõem a política pública e foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Na prática, o material entrega ao cidadão um mapa do que será cobrado do Estado e do setor privado até 2035: metas, eixos, instrumentos e governança. Ainda assim, como toda síntese institucional, ele também expõe um ponto sensível da agenda climática: a diferença entre ter um plano e ter execução com monitoramento, orçamento e responsabilização.

O que o sumário executivo reúne e por que ele importa

O Plano Clima é apresentado como um conjunto integrado que inclui a Estratégia Nacional de Mitigação e a Estratégia Nacional de Adaptação, além de planos setoriais e temáticos. O sumário executivo busca organizar essa arquitetura em linguagem mais direta, com apoio de gráficos e tabelas, e em formato digital com navegação por temas.

Segundo o governo, as diretrizes consolidadas no documento foram aprovadas em dezembro de 2025, durante reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), instância central de governança climática do país.

Metas e prazos: o corte de emissões que orienta o plano

O plano se ancora nas metas brasileiras no âmbito do Acordo de Paris, por meio da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Na apresentação pública do sumário, o governo indica o objetivo de reduzir emissões de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente (2022) para 1,2 bilhão (2030), dentro do compromisso de redução percentual assumido pelo Brasil.

Esse desenho coloca um ponto de cobrança inevitável: metas agregadas exigem desdobramento setorial claro, porque a redução “no total” depende de decisões concretas em uso da terra, energia, transportes, agricultura, indústria e cidades.

Três eixos e um problema recorrente: governança sem lacunas

No documento, a estrutura do Plano Clima 2024–2035 se organiza em três eixos: mitigação, adaptação e estratégias transversais para ação climática. A lógica é coerente: mitigação reduz emissões; adaptação prepara sistemas humanos e naturais para impactos; e o eixo transversal tenta resolver o que costuma falhar na prática — financiamento, capacidades, coordenação, transparência e continuidade.

O texto também descreve a criação de grupos técnicos e instrumentos de coordenação no âmbito do CIM, com ênfase em monitoramento e transparência como parte da engrenagem.

O que dizem Marina Silva e Rui Costa na abertura do plano

Na publicação institucional, a ministra Marina Silva associa a transição a um dever ético e a uma mudança de modelo econômico, com referência explícita à ideia de transição justa. Já o ministro Rui Costa, na carta de abertura, afirma que o plano representa um marco após 17 anos da primeira edição e defende um caminho “transparente” e “participativo” para cumprimento das metas do Acordo de Paris.

Essas declarações ajudam a entender a narrativa oficial. Porém, elas também criam um critério objetivo de cobrança: se o documento é “robusto e participativo”, então precisa ser verificável em metas intermediárias, indicadores públicos e prestação de contas com periodicidade previsível.

O ponto que decide se vira política de Estado ou só documento

O sumário destaca um processo de elaboração com participação social e articulação entre ministérios e sociedade.
O teste real, contudo, virá no que normalmente separa plano de política: orçamento, responsabilização institucional e capacidade de atravessar ciclos eleitorais sem ser reescrito a cada troca de prioridades. Quando o plano fala em horizonte até 2035, ele assume — implicitamente — que a governança conseguirá sustentar metas por mais de uma gestão.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.