back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 07:19
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilJustiçaMP-SP denuncia suspeita de fraude no ICMS da Ultrafarma

MP-SP denuncia suspeita de fraude no ICMS da Ultrafarma

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Definir prioridades ajuda a dar direção ao dinheiro

Definir prioridades financeiras ajuda a organizar o dinheiro e tornar objetivos possíveis em cada fase da vida.

Inflação prevista sobe e aperta debate sobre juros

Inflação prevista pelo Focus sobe para 5,11% em 2026 e amplia pressão sobre juros antes da reunião do Copom.

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS, com atendimento integral e campanhas anuais de conscientização.

DF reduz crimes letais e lidera ranking de segurança

Crimes letais colocam o DF na liderança nacional, mas furtos, feminicídio e segurança nas ruas seguem como desafios.

Ideia Minha Comunicação: produtos personalizados em acrílico de alto padrão

Idéia Minha Comunicação se consolida como uma referência nacional no mercado de produtos personalizados em acrílico.

Medicinca veterinária ilegal vira crime no Código Penal

A medicina veterinária ilegal passa a ser crime no Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de detenção.
Publicidade

Esquema sob suspeita pode ter inflado ressarcimentos de ICMS em SP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça sete pessoas por suspeita de corrupção envolvendo empresários e ex-auditores fiscais tributários ligados à Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado. Segundo o MP, o caso pode ter gerado ressarcimentos indevidos de ICMS à Ultrafarma em valor estimado acima de R$ 327 milhões, o que, em última instância, recai sobre o contribuinte e pressiona a credibilidade do sistema de devolução de créditos tributários.

O que a denúncia afirma e quem foi citado

De acordo com o MP-SP, foram denunciados auditores-fiscais e pessoas ligadas à empresa beneficiada, incluindo o proprietário e fundador da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira, além de um diretor contábil, entre outros investigados. Os promotores apontam supostos crimes de corrupção ativa e passiva no período de 2021 a 2025.

A investigação correu no âmbito da Operação Ícaro, deflagrada em agosto do ano passado. Na ocasião, Sidney Oliveira e o diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes, chegaram a ser presos e foram soltos dias depois, conforme registrado na cobertura do caso.

Como o esquema teria operado dentro do ICMS-ST

Segundo os promotores, auditores-fiscais teriam solicitado vantagens para favorecer a Ultrafarma em procedimentos de complemento e ressarcimento de créditos do ICMS no regime de Substituição Tributária (ICMS-ST). Em contrapartida, representantes da empresa teriam oferecido pagamentos ilícitos para acelerar a liberação dos créditos e, ainda, inflar os valores ressarcidos.

O MP sustenta que o empresário tinha conhecimento do funcionamento do esquema e que o suposto benefício indevido teria sido expressivo. Até aqui, trata-se de imputação em denúncia: a materialidade e a autoria serão submetidas ao contraditório e à avaliação judicial.

Reação institucional após a operação e o que mudou nas regras

Após a deflagração da Operação Ícaro, a Secretaria da Fazenda e Planejamento informou ter revisto normas e endurecido o rito de análise de pedidos de ressarcimento, com retorno de exigências mais rígidas e foco em auditoria fiscal. Em comunicado público, a pasta descreveu mudanças para reforçar controles e conformidade, incluindo revisão de procedimentos relacionados ao ICMS-ST e ao que chamava de “apropriação acelerada”.

No posicionamento citado na reportagem, a secretaria também afirmou que as irregularidades investigadas se relacionam a procedimentos iniciados em gestões anteriores e que, desde 2023, teria adotado medidas para fortalecer controle e transparência. Entre as providências mencionadas estão revisão de milhares de lançamentos e abertura de procedimentos administrativos, com afastamentos e demissão quando identificadas irregularidades.

O que falta e quais são os próximos passos

Até a publicação do relato, não havia manifestação da Ultrafarma, e o advogado de Sidney Oliveira não tinha sido localizado para comentar o caso. A partir daqui, o caminho processual passa pela análise da Justiça sobre o recebimento da denúncia, eventuais medidas cautelares, fase de instrução e produção de provas.

Em paralelo, o caso expõe um problema estrutural que vai além de nomes: o desenho de ressarcimento de créditos precisa equilibrar agilidade para empresas regulares e barreiras robustas contra captura interna e aceleração irregular de pedidos. Quando esse equilíbrio falha, a conta não some; ela muda de bolso.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.