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Arquitetura brutalista usada entre os anos 1950 e 1960 voltou para ficar

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Já ouviu falar em arquitetura brutalista? O estilo que foi muito utilizado entre as décadas de 1950 e 1960, voltou como tendência e fonte de inspiração para decoradores e arquitetos e é atualmente um dos estilos queridinhos dos profissionais.

O brutalismo é um movimento impactante, que surgiu em meados do século XX, após a destruição das cidades europeias pós-guerra. Para a reconstrução, houve a necessidade de usar materiais que priorizasse a funcionalidade ao invés da estética rebuscada.

Porém, diferente do brutalismo dos anos 50, que era realizado apenas para que a obra cumprisse sua função, agora, construções com esse estilo são totalmente bem acabadas e pensadas para trazer modernidade e conforto. A beleza diferenciada do brutalismo, utiliza vigas, pilares e estruturas aparentes, volumes maciços e muito concreto. Essas características são as protagonistas do estilo.

“Essa tendência está com tudo, tanto em ambientes comerciais como residenciais. O brutalismo dá ênfase em texturas e o resultado é um ambiente altamente expressivo. O interessante é que nesse estilo se aplica materiais mais resistentes”, explica Adriana Orlandi, especialista em revestimentos da Vallori Acabamentos.

O concreto aparente garante características urbanas marcantes. Madeira, metal e vidro também são materiais que aparecem e são bastante utilizados. Existem novos produtos de acabamentos inspirados nessa época como o microcimento, placas cimentícias que remetem o concreto aparente, texturas com a estética do aço cortein e lajotas que se assemelham com o adobe.

Em residências, a modernidade e o ar urbano do brutalismo pode ser aproveitado em todos os ambientes. Revestimentos mais rústicos, cimentícios, aço, metais, madeiras, paredes de tijolos e cores neutras deixam o ambiente simples, sofisticado e aconchegante.

“O ideal é aproveitar os revestimentos mais rústicos, apostando no concreto e nas paredes de tijolos, por exemplo. As paredes e os revestimentos de pisos devem harmonizar muito bem com os materiais expostos, e o ideal é que estejam em cores neutras”, complementa, Adriana.

Para não deixar o ambiente sem graça ou por vezes simples demais, a diferença fica por conta do mobiliário e da iluminação. Para compor, os móveis devem apresentar um design clean e refinado, deixando de lado itens muito grandes, chamativos e pouco funcionais. A iluminação deve ser estratégica, valorizando pequenos pontos e ampliando o local. A luz natural traz ainda mais beleza ao espaço.

Agora, quer dar mais personalidade ao lugar? Aposte em pontos de luz, como objetos metalizados, brilhantes e coloridos. Tudo deve ser escolhido com muita cautela e em pouca quantidade, até para não sobrepor outros aspectos e perder as características fundamentais do brutalismo.

Para saber mais

O nome brutalismo vem do termo francês béton brut, em português, concreto bruto. Quem batizou e consolidou os ideais do estilo foi Le Corbusier, que o aplicou pela primeira vez na Unité d’Habitation na França, inaugurada em 1946.

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