O ano começa com uma mudança importante na política de saúde pública do Distrito Federal. A partir desta terça-feira (6) e até 31 de janeiro, toda a população a partir de seis meses de idade pode se vacinar contra a gripe, desde que ainda não tenha recebido o imunizante em 2025.
Até então, a vacina contra a influenza fazia parte apenas do calendário de rotina dos chamados grupos especiais, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Agora, a ampliação do público busca aumentar a proteção coletiva e reduzir o impacto das infecções respiratórias, especialmente nos períodos de maior circulação viral.
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a estratégia tem um objetivo direto: diminuir complicações, internações e mortes associadas ao vírus influenza. Em linguagem simples, quanto mais gente vacinada, menos pressão sobre hospitais e menos risco para quem é mais vulnerável.
Cobertura ainda preocupa, sobretudo entre gestantes
Os números de 2025 ajudam a entender a urgência da medida. No Distrito Federal, foram aplicadas cerca de 885 mil doses da vacina contra a gripe. Ainda assim, considerando apenas os grupos prioritários, a cobertura vacinal ficou em 55,34%, índice considerado abaixo do ideal.
O dado mais alarmante vem das gestantes, que registraram apenas 28,19% de adesão. É um alerta claro: justamente quem protege duas vidas ao se vacinar segue ficando de fora.
Mesmo com a ampliação para o público geral, a SES-DF reforça que as pessoas dos grupos especiais que ainda não se vacinaram devem procurar as unidades de saúde o quanto antes. A ampliação não substitui a prioridade, apenas escancara a porta.
Onde se vacinar e o que levar
Atualmente, o estoque da rede pública do DF conta com 100 mil doses disponíveis. A vacinação ocorre nas salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) espalhadas pelo território do Distrito Federal.
Para se vacinar, basta apresentar um documento oficial com foto. A Caderneta de Vacinação é recomendada, pois ajuda a confirmar o histórico vacinal, mas não é obrigatória. Sem ela, a dose também é aplicada.
Vacina não resolve tudo, mas resolve bastante. E, convenhamos, começar o ano protegendo a própria saúde é um plano bem mais inteligente do que começar colecionando atestado médico.

