Dia D no DF une combate ao mosquito e vacinação preventiva
O Distrito Federal concentra, neste sábado (31), duas frentes estratégicas de saúde pública com impacto direto na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos. Enquanto o Sol Nascente recebe uma grande mobilização de combate à dengue, o governo também promove o Dia D de vacinação contra a febre amarela, com pontos distribuídos em áreas de grande circulação e regiões urbanas e rurais.
A iniciativa ocorre em um contexto de atenção redobrada. O Sol Nascente esteve entre as regiões mais atingidas pela epidemia de dengue em 2024, e, embora o DF não registre casos recentes de febre amarela, a circulação do vírus em estados vizinhos acendeu o alerta sanitário.
Sol Nascente concentra ações contra a dengue
No Sol Nascente, o Dia D de combate à dengue mobiliza uma ação intersetorial coordenada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do DF, do Serviço de Limpeza Urbana, da DF Legal e da administração regional.
Agentes de Vigilância Ambiental realizam visitas domiciliares voltadas à educação em saúde, identificação e eliminação de criadouros do Aedes aegypti. Também ocorre a manutenção das estações disseminadoras de larvicida, usadas para monitorar a presença do mosquito e mapear áreas com maior incidência.
Equipes de Saúde da Família participam da mobilização, orientando moradores sobre sinais de alerta da dengue e o acesso às Unidades Básicas de Saúde. Um carro de vacinação estará disponível para atualização da caderneta vacinal de crianças e adultos, com exceção da BCG. Paralelamente, há recolhimento de entulhos e resíduos volumosos, medida considerada decisiva para reduzir focos do mosquito.
A SES-DF reforça que a efetividade da ação depende da colaboração dos moradores, especialmente no acesso das equipes às residências.
Vacinação contra febre amarela amplia cobertura no DF
Simultaneamente, o DF promove o Dia D de vacinação contra a febre amarela, com 37 pontos de aplicação distribuídos em locais de grande circulação, como o Jardim Zoológico de Brasília, parques urbanos e áreas estratégicas em Ceilândia e Santa Maria. A meta é alcançar cerca de 40 mil pessoas sem registro de imunização.
Além da vacina contra a febre amarela, os postos ofertam doses contra covid-19, tétano, influenza, HPV e, em algumas salas, dengue, conforme o calendário de rotina. Para se vacinar, é recomendado apresentar documento de identificação e caderneta, embora a ausência do comprovante não impeça o atendimento, já que os registros podem ser consultados nos sistemas oficiais.
O esquema vacinal varia conforme a idade e o histórico do paciente. Gestantes, lactantes de crianças menores de seis meses e pessoas com alergias específicas passam por avaliação individualizada. Pessoas com 60 anos ou mais também podem ser vacinadas mediante solicitação médica.
Alerta regional reforça estratégia preventiva
Embora o Distrito Federal não registre casos confirmados de febre amarela desde 2022, a morte de primatas em Goiás entre setembro e janeiro indica circulação viral na região. Autoridades sanitárias esclarecem que macacos e micos não transmitem a doença aos humanos; eles funcionam como sentinelas epidemiológicas, sinalizando a presença do vírus, que é transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.
A combinação entre controle ambiental, vacinação em massa e informação à população reflete uma estratégia integrada para reduzir riscos antes que surtos se instalem. Em um cenário de pressão crescente sobre o sistema de saúde, a antecipação permanece como o principal instrumento de proteção coletiva.

