Com 1.350 câmeras, programa chega a todas as regiões do DF
A Região Administrativa de Água Quente passou a integrar o Programa de Videomonitoramento Urbano e Rural (PVU/PVR) da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), completando a cobertura do sistema em todas as 35 regiões administrativas do Distrito Federal. Com a nova etapa, a rede soma 1.350 câmeras em operação, instaladas em pontos definidos por critérios técnicos para ampliar a prevenção e acelerar a resposta das forças de segurança.
A placa de monitoramento foi entregue na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, marcando a entrada formal da região no modelo de vigilância por imagem que já abastece o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) com transmissão em tempo real.
O que muda com a cobertura total no DF
Com Água Quente conectada ao PVU/PVR, a SSP-DF afirma que o DF consolida um padrão único de cobertura territorial por videomonitoramento. Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a ampliação tende a encurtar o tempo de investigação, apoiar a responsabilização de suspeitos e orientar o policiamento preventivo com base em imagens e dados.
Na prática, a promessa operacional é dupla: de um lado, aumentar a capacidade de identificar eventos em tempo real; de outro, melhorar a qualidade do material utilizado para cruzamentos investigativos e produção de provas, com suporte à Polícia Civil e ao Judiciário.
Como funciona a integração entre órgãos
O monitoramento é descrito como um arranjo integrado entre as forças de segurança e outros 31 órgãos, instituições e agências do governo local e federal. O uso das imagens atende objetivos que incluem prevenção de crimes e contravenções, apoio a investigações, controle do tráfego urbano, atendimento a emergências e ações de defesa civil.
De acordo com o subsecretário de Modernização Tecnológica, Gustavo Tarragô, as câmeras instaladas são de alta resolução e têm transmissão em tempo real para o Ciob. A partir dali, os sinais também são distribuídos para centrais de monitoramento remoto em unidades da Polícia Militar, para acionamento e resposta mais rápida.
Onde as câmeras são instaladas e por quê
A SSP-DF informa que os pontos de instalação seguem relatórios de análise da Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), que mapeiam “manchas criminais” por local, dia e horário. Além disso, entram na conta a relevância estratégica das áreas, a viabilidade técnica, contribuições operacionais (comandantes da PM e delegados da PC) e demandas encaminhadas pela comunidade, via Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs).
Por razões de segurança, os endereços exatos dos equipamentos não são divulgados. A SSP-DF também indica que novas expansões estão previstas, tanto com reforço de áreas já monitoradas quanto com instalação adicional de equipamentos.
O que a administração regional diz
A administradora de Água Quente, Lúcia Gomes, afirmou que a instalação amplia a capacidade de monitoramento e proteção da população e creditou a medida ao compromisso do Governo do Distrito Federal com a segurança local.

