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Estudo inédito traz percepções de estudantes do fundamental II

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Reportagem:
Reporter: Janaina Lemos

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Uma pesquisa que ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano em todo o país foi lançada nesta terça-feira (9). O levantamento, que servirá de base para a criação da primeira política nacional para os anos finais do ensino fundamental, revela que a maioria dos estudantes se sente acolhida pela escola, mas o respeito aos professores ainda é um desafio.

O estudo é resultado de uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), Consed, Undime e Itaú Social, e destaca a importância de ouvir os adolescentes para entender suas necessidades e experiências.

Visão dos alunos: o que a pesquisa aponta

A pesquisa, que ouviu estudantes em 21 mil escolas, trouxe percepções distintas entre os mais jovens (6º e 7º anos) e os mais velhos (8º e 9º anos). De forma geral, os alunos dos anos finais do ensino fundamental têm uma visão menos positiva da escola.

  • Acolhimento: 66% dos estudantes mais jovens se sentem acolhidos pela escola, enquanto entre os mais velhos, o percentual cai para 54%.
  • Relação aluno-professor: o estudo aponta um desafio na relação. Apenas 39% dos mais novos e 26% dos mais velhos afirmam respeitar e valorizar os professores.
  • Socialização: 65% dos estudantes de 6º e 7º anos acreditam que a escola favorece amizades, e 8 em cada 10 alunos têm amigos com quem gostam de estar na escola.

Conteúdos e a necessidade de adaptação

Os estudantes dos anos finais priorizam as disciplinas tradicionais, mas também demonstram grande interesse em temas como saúde mental, bem-estar e habilidades para o futuro, como tecnologia e educação financeira.

A secretária de Educação Básica do MEC, Katia Schweickardt, ressaltou que os resultados mostram a necessidade de adaptar as salas de aula e os currículos para a realidade de alunos com diferentes perfis. Segundo a pedagoga Tereza Perez, negligenciar essa diversidade pode levar à evasão escolar. A superintendente do Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, defendeu que o Brasil é pioneiro em ouvir os adolescentes para a criação de políticas públicas, e que isso garante que os anos finais não serão mais uma etapa “esquecida”.

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