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Festival ViraMundo celebra arte e saúde mental na Torre de TV

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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A Torre de TV de Brasília se transformou em um grande espaço de convivência neste fim de semana com o Festival ViraMundo, que reuniu arte, cultura e saúde mental em uma programação gratuita e aberta ao público. O evento destacou o poder da expressão artística no cuidado em liberdade e na reabilitação psicossocial, com oficinas, debates e apresentações culturais.

Organizado por diversas entidades da capital, com apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o festival contou com instalações interativas, percussão popular, capoeira, teatro, música e rodas de conversa. As atividades foram conduzidas por profissionais e usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e outros serviços públicos de saúde mental.

“As vivências e rodas de conversa reforçam a importância da arte, da cultura e do diálogo para o cuidado em liberdade, que é o que buscamos nos Caps e em toda a rede pública”, destacou Jamila Zgiet, gerente de Desinstitucionalização da SES-DF.

Para o psicólogo Felipe Braga, do Caps II do Paranoá, o evento amplia o diálogo com a sociedade. “O ViraMundo nasceu da história dos coletivos de arte e cultura formados nos Caps e centros de convivência, que muitas vezes ficaram isolados. Trazer o festival para a Torre de TV é abrir essa conversa sobre saúde mental e cuidado em liberdade para o público em geral”, afirmou.

A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, também ressaltou o impacto da iniciativa. “Eventos como o ViraMundo promovem a inclusão social e fortalecem o processo de reabilitação psicossocial das pessoas com transtornos mentais. A arte é uma potente ferramenta de cuidado e transformação”, explicou.

Além da programação cultural, o festival fez um resgate histórico da luta antimanicomial no Brasil e no Distrito Federal, homenageando profissionais e usuários que marcaram essa trajetória. Entre os nomes lembrados está o da psicóloga Juliana Garcia Pacheco, do Caps II do Paranoá, falecida em 2020, reconhecida por sua militância em defesa dos direitos das pessoas com transtornos mentais.

Outro destaque foi o poeta e artesão Samuel Magalhães, usuário do Caps II do Riacho Fundo, que mantinha uma banca cultural na Torre de TV. Sua coletânea póstuma de poesias foi lançada durante o evento, celebrando sua contribuição à cultura local e à luta pela valorização da diversidade humana.

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