Publicidade
InícioBrasilEconomiaDólar dispara para R$ 5,50 e Bolsa cai em dia de turbulência...

Dólar dispara para R$ 5,50 e Bolsa cai em dia de turbulência global

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

Dólar caiu a R$ 5,13 e Bolsa recuou

Moeda americana caiu pela terceira sessão seguida, mas o Ibovespa recuou mesmo com alta das bolsas dos Estados Unidos.

Dólar em alta e bolsa em baixa com tensão no Oriente Médio

Dólar fecha a R$ 5,316, maior valor desde janeiro, e Ibovespa cai com tensão no Oriente Médio e petróleo em alta. Arquivo Fonte em Foco

Mercado eleva inflação e mantém juro alto em 2026

IPCA 2026 sobe para 4,86% no Focus, mantém juros altos e pressiona o bolso. Veja projeções para Selic, PIB e dólar. © B3/Divulgação

Ibovespa cai 2,14% após recorde; dólar fecha estável

Ibovespa caiu 2,14% aos 181.708 pontos após recorde, pressionado por bancos e exterior; dólar fechou estável em R$ 5,25.

Dólar cai abaixo de R$ 4,90 e anima mercado

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, enquanto bolsa sobe com alívio externo.

Boletim Focus reduz IPCA 2026 e revisa Selic e PIB

IPCA 2026 Focus cai a 3,91% e Selic esperada recua a 12,13% no fim de 2026. PIB sobe a 1,82% e dólar é projetado em R$ 5,45. © Marcello Casal jr/Agência Brasil
Publicidade

O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte turbulência nesta sexta-feira (10), com o dólar comercial disparando 2,38% e a Bolsa de Valores (B3) recuando pelo segundo dia seguido. A alta da moeda americana e a queda nas ações foram impulsionadas por novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, somadas às crescentes preocupações com o quadro fiscal do Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,503, superando a barreira de R$ 5,50 pela primeira vez desde agosto. Com o salto de R$ 0,128, a divisa acumulou valorização de 3,39% em outubro.

A moeda brasileira teve o pior desempenho entre as moedas emergentes, pressionada pela combinação de fatores externos e internos.

Tensão EUA-China e Perdas na B3

O cenário internacional foi dominado pela nova ofensiva comercial de Washington contra Pequim. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses, em retaliação à China por ampliar os controles de exportação de terras raras — insumo estratégico para a indústria de tecnologia. A decisão deve acentuar a pressão nos mercados globais na próxima semana.

No Brasil, o índice Ibovespa da B3 refletiu a incerteza, fechando aos 140.680 pontos, com queda de 0,73%. O indicador perdeu 3,8% no acumulado de outubro.

No exterior, as Bolsas dos EUA fecharam em forte queda (S&P 500 caiu 2,71%; Nasdaq perdeu 3,56%) e os investidores buscaram ativos seguros, como ouro. Os preços do petróleo também recuaram mais de 4%.

Preocupação Fiscal Pressiona o Real

A turbulência externa se somou a temores domésticos relacionados às contas públicas. A recente derrubada da Medida Provisória (MP) que visava aumentar a tributação de investimentos criou um rombo fiscal estimado em R$ 17 bilhões para o orçamento de 2026, ano eleitoral.

O governo federal discutirá na próxima semana alternativas para compensar a perda de arrecadação causada pelo fim da MP.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.