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Senado reconhece mulheres decisivas na redemocratização

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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O Senado Federal abriu, nesta terça-feira (25), a exposição “Mulheres na Redemocratização”, uma homenagem a 36 profissionais e seis representantes do Congresso Nacional que tiveram papel central na luta pela liberdade e na construção da Constituição de 1988, após o fim do regime militar. A mostra marca o início de uma série de atividades dedicadas a recuperar a memória e o protagonismo feminino nesse período histórico.

O evento destaca mulheres que, apesar de fundamentais para o processo constituinte, permaneceram por décadas invisibilizadas. Entre elas está a jornalista Mara Régia di Perna, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), uma das comunicadoras mais premiadas do país e voz histórica do programa Viva Maria, da Rádio Nacional de Brasília, no ar desde os anos 1980. Suas pautas cidadãs ajudaram a mobilizar ouvintes em um momento decisivo para a reconstrução democrática.

A exposição está disponível na galeria Ivandro Cunha Lima, no Senado, e também pode ser visitada virtualmente na página da Casa na internet.

“Mobilizamos as pessoas”
Durante a inauguração, Mara Régia relembrou episódios marcantes daquele período, como a entrega de uma carta pela sufragista Carmen Portilho ao então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães. A comunicadora destacou o esforço coletivo para incluir na Constituição o princípio da igualdade de direitos entre homens e mulheres.

“A palavra é o que fica, a nossa ação, a transformação e a vida em comum”, afirmou a jornalista, ao comentar a importância da mobilização social na Constituinte.

A iniciativa é da Rede Equidade e do Comitê Permanente de Gênero e Raça do Senado Federal.

Protagonismo revelado
Para a coordenadora da Rede Equidade, Maria Terezinha Nunes, a mostra busca dar visibilidade ao protagonismo feminino em um período de profundas mudanças políticas. “Essas mulheres que lutaram muito nesse período tiveram uma contribuição muito significativa, que fez toda a diferença”, afirmou.

Além da exposição, a programação prevê a produção de um documentário e a realização de um seminário em 9 de dezembro, das 8h30 às 18h, no auditório Antonio Carlos Magalhães. A atividade integra os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e reunirá pioneiras dos movimentos de resistência.

O encontro será dividido em três painéis:

  • Movimentos de mulheres durante a ditadura

  • Lutas e resistências no campo e nas florestas

  • Experiências institucionais para fortalecer a democracia com equidade de gênero e raça

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