back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 10:09
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilPolíticaPedido de vista adia votação sobre taxação de fintechs e bets

Pedido de vista adia votação sobre taxação de fintechs e bets

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Definir prioridades ajuda a dar direção ao dinheiro

Definir prioridades financeiras ajuda a organizar o dinheiro e tornar objetivos possíveis em cada fase da vida.

Inflação prevista sobe e aperta debate sobre juros

Inflação prevista pelo Focus sobe para 5,11% em 2026 e amplia pressão sobre juros antes da reunião do Copom.

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS, com atendimento integral e campanhas anuais de conscientização.

DF reduz crimes letais e lidera ranking de segurança

Crimes letais colocam o DF na liderança nacional, mas furtos, feminicídio e segurança nas ruas seguem como desafios.

Ideia Minha Comunicação: produtos personalizados em acrílico de alto padrão

Idéia Minha Comunicação se consolida como uma referência nacional no mercado de produtos personalizados em acrílico.

Medicinca veterinária ilegal vira crime no Código Penal

A medicina veterinária ilegal passa a ser crime no Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de detenção.
Publicidade

A votação do PL 5.373/2025, que eleva a taxação das fintechs e das bets e cria um programa de regularização tributária para pessoas de baixa renda, ficou para 2 de dezembro. O adiamento ocorreu após pedido de vista do líder da oposição, senador <Rogério Marinho> (PL-RN), que alegou necessidade de aprofundar a análise por se tratar de tema “extremamente técnico”.

O projeto tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em caráter terminativo — se aprovado, segue direto para a Câmara dos Deputados, salvo apresentação de recurso. O relator, senador <Eduardo Braga> (MDB-AM), apresentou um novo parecer após receber 176 emendas e acatar 20 delas, total ou parcialmente.

Braga reduziu o aumento na tributação das plataformas de apostas originalmente proposto por <Renan Calheiros> (MDB-AL). Em vez de saltar de 12% para 24% de uma vez, o texto prevê elevação gradativa: 15% em 2026 e 18% em 2028. O relator justificou que um aumento brusco poderia favorecer sites irregulares, que seguem atuando sem recolher tributos.

Segundo o parecer, a arrecadação adicional será destinada à seguridade social e a estados, Distrito Federal e municípios. Parte do recurso financiará ações de saúde mental, área impactada pelos efeitos do jogo compulsivo, segundo Braga.

A base de cálculo das bets será a receita bruta de jogo, descontados os prêmios pagos aos apostadores.

O relatório também aumenta de forma escalonada a CSLL das fintechs até 2028. As que pagam 9% passarão para 12% em 2026 e 15% em 2028. Já as que hoje recolhem 15% passarão a contribuir com 17,5% em 2026 e 20% em 2028 — equiparando a carga ao percentual aplicado aos bancos.

Braga argumenta que a equiparação corrige “distorções” entre instituições que exercem funções semelhantes, mas são tributadas de maneira diferente. Ele afirma ainda que cerca de R$ 500 bilhões circulam hoje nessas empresas sem fiscalização adequada, o que favoreceria lavagem de dinheiro e sonegação, estimada em mais de R$ 200 bilhões por ano.

O relatório endurece as regras para funcionamento das bets e das fintechs, exigindo comprovação de idoneidade e ampliando o alcance do Banco Central e do Coaf a partir de abril de 2026. Empresas de internet terão 48 horas úteis para remover páginas ilegais, sob pena de multas que podem chegar a R$ 50 mil por operação irregular.

O PL também cria o Pert-Baixa Renda, permitindo que pessoas físicas com renda mensal de até R$ 7.350 ou anual de até R$ 88.200, em 2024, renegociem seus débitos tributários. A adesão deverá ocorrer em até 90 dias após a publicação da lei.

Outro ponto permite que brasileiros residentes no exterior solicitem, em até cinco anos, a restituição de impostos cobrados acima do limite legal sobre lucros e dividendos.

O tema volta à pauta da CAE no início de dezembro, com expectativa de novas negociações até lá.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.