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Aos 6 anos, ela já sabe: “Animal não é brinquedo”

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

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Sabe aquela sabedoria que a gente acha que só vem com o tempo? Pois é, Laila Beatriz Santana tem apenas 6 anos e já manda o recado certeiro: “Temos que cuidar dos bichinhos, porque eles são importantes. Animal não é brinquedo, e abandonar é uma coisa muito ruim”. A pequena estuda no Centro de Ensino Fundamental 02 da Estrutural e participou da campanha Dezembro Verde, promovida pela Secretaria Extraordinária de Proteção Animal do DF (Sepan-DF) contra maus-tratos e abandono de animais.

A iniciativa chegou a todas as escolas da rede pública do Distrito Federal neste mês, justamente quando o abandono de cães e gatos dispara — sim, dezembro é o período crítico. O secretário da Sepan-DF, Cristiano Cunha, visitou o CEF 02 da Estrutural para conversar com as crianças, distribuir folders e cartazes educativos que serão afixados em todas as regionais de ensino.

Dezembro: o mês do abandono

O alerta é direto: dezembro concentra o maior número de animais jogados nas ruas. “O abandono ocorre muito neste período de férias escolares, quando muitas famílias não se programam para viagens ou não pensam em como o pet vai ficar. Isso gera impacto considerável no número de cães e gatos abandonados”, explicou Cunha.

O gestor reforça que a solução passa pela educação. “A política de proteção animal já está na lei e recentemente endureceu as penas. Entendemos que é por meio da educação das crianças que transformamos as gerações futuras e combatemos o abandono”, acrescentou.

E não é papo de campanha vazia, não. Abandonar ou maltratar animais é crime ambiental previsto na Lei Federal nº 9.605/98. As penas específicas para cães e gatos foram ampliadas pela Lei nº 14.064/20: de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição de guarda nos casos que resultem em morte do animal. Para denunciar, a população pode acionar a polícia pelo 190 ou usar os canais da Polícia Civil do DF (e-mail, WhatsApp e delegacia eletrônica).

Pet não é presente-surpresa

Um dos pontos centrais da campanha é desmontar aquela ideia perigosa de presentear com um animal no Natal. O secretário é enfático: antes de consolidar uma adoção, a decisão precisa ser conversada em família como projeto familiar — jamais como presente-surpresa que pode ser descartado depois.

“O animal de estimação deve ser visto como membro da família, porque ele envelhece, precisa de cuidados veterinários, ter ambiente agradável para descanso, brincar, passear e se alimentar. Existe toda uma divisão de tarefas em casa para que o animal doméstico viva de forma saudável. Quando eles vão para a rua, é por ação ou omissão dos tutores. É um comportamento danoso tanto ao meio ambiente quanto à sociedade”, alertou Cunha.

Criança ensina adulto

As conversas com os alunos do CEF 02 mostram que a mensagem está chegando onde precisa chegar. Heitor Davi Brandão de Carvalho, 5 anos, lembrou dos três cachorros que tem em casa — Mel, Pequeno e Negão — e disparou: “Não pode abandonar os animais, porque eles ficam com fome, podem morrer sem água e sem comida. Se não quiser, coloca para adoção, não pode maltratar eles. Isso dá até prisão”.

O colega Miguel de Fernandes Albuquerque, 6, contou que tem uma cachorrinha chamada Hello e completou: “Não pode deixar o cachorrinho na rua, ele fica com medo. Os animais merecem ser bem cuidados”.

A escola mantém um gatil que acolhe gatos abandonados na região e incentiva a interação das crianças com os animais desde cedo. Para a diretora Juliana Gomes de Assumpção, essas ações educativas trabalham vínculo, empatia e regulação emocional, transformando as crianças em agentes de mudança dentro de casa.

“O animal é uma vida, precisa ser respeitado e cuidado. Ensinamos que, ao ver um bichinho sofrendo, a criança deve avisar um adulto ou a escola para procurarmos as autoridades responsáveis pelo resgate. Os pequenos levam essa cultura para casa e começamos a trabalhar com a adoção responsável, onde a criança aprende que, se adotou um pet, precisa cuidar, e ele passa a ser membro da família”, destacou a diretora.

A lição está dada. E quem sabe, se escutássemos mais as crianças, teríamos menos bichos abandonados por aí.

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