O projeto de reparcelamento e reforma urbana da QNN 11, no Setor N Norte de Ceilândia, foi aprovado pela Portaria nº 164, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (26). A medida autoriza a reorganização dos lotes e a adequação do sistema viário, com o objetivo de atualizar o desenho urbano da quadra e qualificar os espaços públicos.
Ao todo, 20 lotes foram redimensionados, desconstituídos ou criados, mantendo-se o uso misto predominante da região — comercial, prestação de serviços, institucional, industrial e residencial — em conformidade com a Lei de Uso e Ocupação do Solo do Distrito Federal (Luos).
Área e requalificação dos espaços comuns
A poligonal do projeto abrange 137.018,85 m² e inclui ajustes nas unidades imobiliárias, além de paisagismo e requalificação das áreas de uso comum. Entre as melhorias previstas estão a ampliação das calçadas e o reforço da iluminação pública, medidas que visam aumentar a segurança e a acessibilidade.
Mobilidade, acessibilidade e lazer
O projeto também contempla a criação de estacionamentos ao longo das vias, com vagas demarcadas para idosos, pessoas com deficiência e motocicletas. Além disso, prevê a continuidade da infraestrutura cicloviária e a implantação de rotas acessíveis para pedestres.
No campo do lazer e da convivência, está prevista a ampliação da praça existente, a instalação de um parque infantil e a criação de um Ponto de Encontro Comunitário (PEC), reforçando o uso social dos espaços públicos.
Paisagismo e conforto térmico
O paisagismo é outro eixo central da proposta. O plano inclui a arborização dos circuitos cicloviários e dos caminhos de pedestres, integrando as áreas e favorecendo ambientes comunitários sombreados, com a instalação de pergolados. Também está prevista a arborização dos estacionamentos, estratégia voltada à redução do calor e à melhoria do conforto urbano.
Com a aprovação, o projeto passa a integrar o conjunto de intervenções voltadas à requalificação urbana de Ceilândia, alinhando mobilidade, acessibilidade e uso social do espaço público — aquele básico que muda o dia a dia do morador quando sai do papel.

