O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) encerrou 2025 consolidando um dos maiores ciclos de modernização de sua história. Com investimentos que somam quase R$ 150 milhões, o instituto reformou hospitais, modernizou UPAs, ampliou serviços e iniciou a maior expansão da rede de pronto atendimento do DF, preparando o sistema público para um salto estrutural a partir de 2026.
Do total investido, mais de R$ 30 milhões foram aplicados diretamente em reformas e modernizações das unidades já em funcionamento. Outros R$ 117 milhões financiaram a construção de novas UPAs, um movimento estratégico para desafogar emergências hospitalares e aproximar o atendimento da população.
“Cada entrega representa cuidado, acolhimento e dignidade. Reforma não é só parede nova; é impacto direto na vida de pacientes e profissionais”, afirmou o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.
Hospitais e UPAs passam por requalificação ampla
Ao longo do ano, hospitais e unidades de pronto atendimento geridas pelo instituto passaram por requalificação física completa, incluindo áreas administrativas e setores críticos da assistência.
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), foram reformadas enfermarias, setores de psiquiatria, o Centro de Investigação e Diagnóstico de Epilepsia e a área de Recuperação Pós-Anestésica. Já no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), as obras alcançaram a Central de Comando Operacional, a cozinha do refeitório e as enfermarias, além da preparação de ambientes para novos serviços.
Nas UPAs, as intervenções priorizaram acessibilidade, segurança e conforto, com adequações em salas de classificação de risco, coleta, apoio clínico, circulação e áreas técnicas. Também houve renovação de instalações elétricas e hidráulicas, impermeabilizações, substituição de quadros elétricos, revitalização de caixas d’água, troca de luminárias e reforço da segurança física.
Ampliações organizam fluxos e melhoram atendimento
Além das reformas, o IgesDF investiu na ampliação de espaços estratégicos, reorganizando fluxos internos e melhorando a experiência do paciente. Ambientes foram adaptados para receber equipamentos de alta complexidade, ampliar a capacidade de atendimento e tornar os processos mais eficientes.
Entre os projetos estruturantes em andamento estão a modernização do pronto-socorro do HBDF, a criação do setor de psiquiatria da UPA do Núcleo Bandeirante e adequações para expansão de serviços especializados no HRSM e em outras UPAs. Essas entregas integram o pacote previsto para 2026.
“O trabalho de 2025 destravou processos e preparou o terreno para projetos maiores, como o novo centro cirúrgico do HBDF”, destacou o vice-presidente do instituto, Rubens de Oliveira.
Tecnologia e novos equipamentos reforçam a rede
A modernização estrutural veio acompanhada de forte investimento em tecnologia e equipamentos médicos. Hospitais e UPAs receberam monitores hemodinâmicos, mamógrafos, aparelhos de anestesia e outros dispositivos essenciais para qualificar diagnóstico, tratamento e segurança do paciente.
Salas de tomografia foram reformadas e preparadas para novos aparelhos. Projetos de maior complexidade, como a instalação de aceleradores lineares e novos tomógrafos, avançaram ao longo do ano e seguem em execução para entrega em 2026, reduzindo deslocamentos e aumentando a resolutividade da rede pública.
O superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, resume a dimensão do trabalho: “Estivemos em enfermarias, cozinhas, prontos-socorros e áreas técnicas. Cada entrega é engenharia, gestão e compromisso com quem depende do SUS”.
Maior expansão de UPAs da história do DF
O ciclo de investimentos também marcou o início da maior expansão da rede de UPAs do Distrito Federal. Com aporte de R$ 117 milhões, o IgesDF iniciou a construção de seis novas unidades, previstas para entrega em 2026 nas regiões Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Guará e Águas Claras.
Uma sétima UPA, planejada para Arapoanga, aguarda nova contratação após a desistência da empresa vencedora da licitação. Com a conclusão das obras, o DF passará a contar com 20 UPAs, ampliando o acesso e fortalecendo a rede de urgência e emergência.
“Cada obra é um gesto concreto de respeito à vida. Estamos estruturando hoje a saúde pública que o Distrito Federal precisa para o futuro”, concluiu Cleber Monteiro.

