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Ministério forma 109 mil agentes e reforça atenção básica

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (29) a conclusão da formação de 109 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) vinculados à 2ª turma do programa Mais Saúde com Agente. Os profissionais já atuam em 5,2 mil municípios, abrangendo as 27 unidades da federação.

Segundo a pasta, a iniciativa fortalece a Atenção Primária e a Vigilância em Saúde, além de ampliar um cuidado mais humanizado e próximo das comunidades. O ministério classifica o Mais Saúde com Agente como o maior programa de formação técnica na área da saúde do país.

Capacitação em larga escala
Do total de formados, 81 mil são Agentes Comunitários de Saúde, responsáveis pelo acompanhamento direto das famílias em seus territórios, e 28 mil são Agentes de Combate às Endemias, que atuam na prevenção e no controle de doenças como dengue, zika e chikungunya, com visitas domiciliares e identificação de focos do Aedes aegypti.

A qualificação contou com a participação de mais de 12 mil profissionais, entre tutores, preceptores e assistentes locais e regionais, o que deu capilaridade ao processo formativo em todo o país.

Formação semipresencial e foco em equidade
O programa teve formato semipresencial, com carga horária superior a 1,2 mil horas e duração de dez meses. Nesta segunda turma, os cursos incorporaram novas disciplinas voltadas à equidade e ao combate às desigualdades, com o objetivo de aprimorar o acolhimento e a atuação dos agentes junto às populações mais vulneráveis.

A estratégia reflete uma mudança de enfoque na formação desses profissionais, que passam a atuar não apenas como executores de rotinas, mas como elos qualificados entre o SUS e as comunidades.

Parcerias institucionais
O Mais Saúde com Agente é uma ação do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conass), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e as Escolas de Saúde do SUS.

Na prática, o programa amplia a capacidade do sistema público de saúde de prevenir doenças, monitorar riscos e chegar onde o Estado muitas vezes só chega por meio desses agentes — que conhecem o território, a rotina das famílias e os problemas antes que eles virem estatística.

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