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Programa do GDF leva educação financeira a 10 mil pessoas

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Reportagem:
Gabriela Oliveira

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Ações do GDF alcançam 10 mil pessoas diante do avanço do endividamento no DF

Em pouco mais de dois meses de atuação nas ruas do Distrito Federal, o programa Família Resiliente, da Secretaria da Família do DF (Sefami-DF), já alcançou mais de 10 mil pessoas com orientações práticas sobre organização financeira e alternativas para enfrentar o endividamento, problema que afeta a maioria das famílias brasilienses.

Inicialmente concentrada nas feiras permanentes das regiões administrativas, a iniciativa passou a atuar, desde janeiro, na Rodoviária do Plano Piloto, um dos principais pontos de circulação diária da capital. No local, equipes realizam abordagens diretas e distribuem materiais informativos voltados à gestão do orçamento doméstico.

Endividamento como padrão estrutural

A criação do material educativo foi motivada por um diagnóstico recorrente identificado durante as ações de campo. Segundo relatos colhidos pela secretaria, gastar mais do que se ganha permanece como a principal causa apontada por pessoas endividadas, revelando um padrão estrutural de desorganização financeira.

Diante desse cenário, a cartilha do programa foi desenvolvida para apresentar orientações objetivas sobre controle de gastos, priorização de despesas essenciais e revisão de hábitos de consumo, com linguagem acessível e foco na realidade cotidiana das famílias.

Relatos reforçam desafios cotidianos

O microempreendedor Edson Martins, abordado durante uma das ações, avalia que a organização financeira passa, necessariamente, pela contenção de despesas supérfluas. Para ele, poupar, evitar empréstimos e manter distância de jogos de apostas online são medidas básicas para impedir o agravamento das dívidas.

O relato ilustra um dos pontos recorrentes identificados nas abordagens: a combinação entre consumo descontrolado, crédito fácil e práticas de risco financeiro.

Secretaria aposta na informação como ferramenta

Durante as ações do programa, o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, tem destacado que o endividamento, embora amplo, não é uma condição irreversível. Segundo ele, o acesso à informação adequada é um fator decisivo para a reorganização das finanças familiares.

De acordo com o secretário, a disseminação de conhecimento financeiro contribui para maior segurança, estabilidade e melhoria da qualidade de vida no médio e longo prazo, especialmente entre chefes de família mais vulneráveis a oscilações de renda.

Dados confirmam agravamento do problema

O avanço do endividamento no Distrito Federal é confirmado por dados oficiais. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,2% das famílias brasilienses estavam endividadas ao final de 2025.

O percentual representa mais de 827 mil famílias com algum tipo de dívida. Desse total, cerca de 434 mil apresentavam débitos em atraso, e aproximadamente 187 mil declararam não ter condições de honrar seus compromissos financeiros, indicando um quadro persistente de vulnerabilidade econômica.

Material disponível ao público

A cartilha do projeto Família Resiliente também está disponível em formato digital, ampliando o alcance da iniciativa para além das ações presenciais. O material reúne orientações práticas voltadas à educação financeira básica e pode ser acessado gratuitamente AQUI.

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