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Ibovespa cai 2,14% após recorde; dólar fecha estável

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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Queda forte foi puxada por bancos e exterior negativo

Um dia depois de renovar máximas, o mercado brasileiro devolveu parte do ganho. O Ibovespa terminou a quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) aos 181.708 pontos, com queda de 2,14%, movimento puxado principalmente por ações de bancos e pelo humor pior no exterior.

Correção, aqui, não é tragédia. É o mercado lembrando que recorde não vira piso por decreto.

Dólar travou em R$ 5,25 mesmo com pressão lá fora

Apesar do recuo forte na bolsa, o dólar comercial ficou estável em R$ 5,25. Durante a manhã, chegou a rondar R$ 5,21, mas voltou para a zona de equilíbrio ao longo da tarde.

Um dos amortecedores foi o comportamento das commodities. Com o petróleo subindo, várias moedas emergentes resistiram melhor ao dólar global.

Petróleo subiu com EUA e Irã no radar

O Brent avançou cerca de 3% em meio a incertezas e impasses envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã, o que costuma aumentar prêmio de risco no petróleo.

O que veio do exterior: medo com IA e Fed mais “duro”

O pregão no Brasil acompanhou a queda das bolsas dos EUA, com ruído em torno de uma possível “bolha” em empresas de inteligência artificial. Além disso, dados do setor de serviços americano reduziram a leitura de corte de juros na próxima reunião do Federal Reserve, em março.

Quando o mercado percebe menos chance de alívio nos juros lá fora, ativos de risco costumam perder fôlego aqui também. E, com o Ibovespa vindo de recordes, a realização de lucros aparece como roteiro clássico.

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