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Oficina prepara moradores contra fogo no campo

Publicado em:

Repórter: Janaina Lemos

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Moradores rurais de Sobradinho aprendem técnicas para conter princípios de incêndio

Moradores de áreas rurais de Sobradinho participaram, nesta quarta-feira (29), de uma oficina de primeiro combate a incêndios em vegetação. A capacitação ocorreu no Assentamento Chapadinha e integrou as ações da Operação Verde Vivo, voltada à prevenção e ao enfrentamento de incêndios florestais no período de estiagem.

A atividade foi promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, em parceria com a Emater-DF, e teve foco em produtores, trabalhadores rurais e moradores de regiões mais vulneráveis ao fogo. A proposta é preparar a comunidade para agir nos primeiros momentos de uma ocorrência, sem substituir o trabalho especializado dos bombeiros.

Curso ensina prevenção e primeiro combate

A oficina combinou orientações teóricas e práticas em campo. Os participantes receberam informações sobre o risco das queimadas, o uso correto de equipamentos de proteção individual e os limites de segurança para atuação diante do fogo.

Na parte prática, foram apresentadas técnicas como abertura de aceiros, uso de abafadores, operação de bombas costais, identificação de riscos nas propriedades e alternativas ao uso do fogo. A lógica é simples: quanto mais cedo o incêndio é contido, menor tende a ser o prejuízo ambiental, produtivo e humano.

O tenente Michel Aquino, integrante do Fórum de Prevenção a Incêndios Florestais, explicou que a orientação principal é garantir segurança. Segundo ele, quando as chamas já estão intensas, com calor e radiação elevados, o combate por moradores deixa de ser seguro. Nesse caso, a recomendação é evacuar a área e acionar os bombeiros.

Queimadas de resíduos estão entre os riscos

A queima de poda e de outros resíduos foi apontada como uma das principais causas de incêndios na região. Por isso, a oficina também teve caráter educativo, com orientações para evitar práticas que podem sair do controle durante a seca.

No campo, um descuido pequeno pode virar frente de fogo em poucos minutos. A estiagem faz o trabalho sujo: baixa umidade, vegetação seca, vento e calor transformam faísca em problema coletivo.

A presidente da Associação Ecoagrovila Renascer, Keila Rodrigues Reis Silva, mobilizou moradores para participar da capacitação. Ela destacou que as queimadas afetam a região todos os anos e afirmou que o curso ajuda a comunidade a prevenir o início do fogo dentro das propriedades.

Fogo também compromete o solo e a produção

Além do risco direto às famílias, os incêndios em áreas rurais provocam prejuízos ambientais e econômicos. O extensionista rural da Emater-DF Gerlan Teixeira Fonseca alertou que as queimadas reduzem a matéria orgânica do solo, destroem micro-organismos e diminuem a fertilidade natural.

Com o tempo, esse processo também pode afetar a disponibilidade de água na região. Para produtores rurais, isso significa perda de qualidade do solo, redução da capacidade produtiva e aumento de custos para recuperar áreas degradadas.

A fala reforça um ponto central da prevenção: incêndio florestal não termina quando a chama apaga. Ele deixa rastro no solo, na água, na produção e na saúde de quem vive perto.

Operação Verde Vivo registrou queda em 2025

Dados da Operação Verde Vivo mostram que o Distrito Federal registrou 6.488 ocorrências de incêndio florestal entre maio e outubro de 2025. O número representa queda de cerca de 24% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 8.545 casos.

A área queimada também caiu. Passou de 36,1 mil hectares para 25,7 mil hectares, redução de 28,7%. Mesmo assim, os números seguem altos e exigem atenção, especialmente porque cerca de 95% da área atingida resultou de fogo não controlado.

A Operação Verde Vivo ocorre de abril a novembro e reúne ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida. Em 2025, foram realizadas 31 atividades de capacitação, com aproximadamente 1.926 participantes no DF.

Próximas oficinas no DF

A programação continua em outras comunidades rurais. As próximas oficinas estão previstas para Tabatinga, em Planaltina, no dia 5 de maio; Assentamento Márcia Cordeiro Leite, também em Planaltina, no dia 7 de maio; Comunidade Renascer/Palmares, em Sobradinho, no dia 13 de maio; e Comunidade Estâncias Vila Rica, em Sobradinho, no dia 14 de maio.

Também estão previstas ações no Jardim Botânico, em São Sebastião, no dia 19 de maio; no Núcleo Rural Boa Esperança 2, em 20 de maio; na Comunidade Papa Léguas, em Ceilândia, no dia 21 de maio; no Assentamento Terra Prometida, em Planaltina, no dia 28 de maio; e em Vargem Bonita, no dia 29 de maio.

Prevenção precisa chegar antes da fumaça

A oficina em Sobradinho mostra que a prevenção de incêndios florestais depende de presença pública no território. O bombeiro chega quando o chamado é feito. Mas quem mora no campo vê primeiro o capim seco, a fumaça, o vento mudando e o risco crescendo.

Por isso, capacitar comunidades rurais é uma estratégia correta, desde que o limite seja claro: morador treinado pode agir no início do fogo, mas não deve enfrentar incêndio avançado. A linha entre coragem e imprudência, nesse caso, costuma ser medida em segundos.

A estiagem no DF ainda vai impor meses de alerta. O combate começa antes da chama: no manejo adequado da propriedade, na eliminação de queimadas irregulares, na abertura de aceiros e na decisão de chamar ajuda antes que o fogo vire tragédia.

Fontes e documentos:

Capacitação em Sobradinho orienta produtores rurais para combate a incêndios florestais (Agência Brasília)

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