Motoristas voltam a usar todas as alças dos viadutos 10 e 11, enquanto serviços de limpeza continuam no entorno
Motoristas que passam pela região do Buraco do Tatu voltaram a contar com todas as alças dos viadutos 10 e 11 do Eixo Rodoviário Norte (DF-002). As duas estruturas foram totalmente liberadas para o tráfego na noite de quinta-feira (30), após a recuperação de um dos trechos mais movimentados do Plano Piloto.
Teste de carga confirmou parâmetros de segurança
A abertura ocorreu depois do teste de carga realizado no sábado (25). O procedimento submete a estrutura a pesos controlados e mede seu comportamento antes da liberação ao trânsito.
Os resultados indicaram que os dois viadutos atendem aos parâmetros técnicos exigidos. Com essa etapa concluída, as equipes finalizaram o asfaltamento da última das quatro alças de retorno.
Nos dias anteriores à reabertura, o trecho também recebeu ajustes na sinalização e na disposição das placas. A liberação alcança as áreas destinadas ao tráfego, mas não significa o encerramento de todos os serviços: continuam a retirada do canteiro, a limpeza e a recomposição do gramado no entorno.
Liberação integral completa abertura iniciada em maio
As pistas inferiores dos viadutos haviam sido liberadas em 31 de maio. Naquela etapa, os veículos voltaram a circular sob as estruturas, mas parte das alças e dos serviços de acabamento permanecia em execução.
A abertura de quinta-feira completou a devolução das áreas viárias aos motoristas. A recuperação incluiu reforços estruturais, pavimentação, guarda-corpos, sinalização e intervenções nas passagens próximas às estruturas.
Entre as metas divulgadas para o projeto estava a ampliação da capacidade de carga dos viadutos de 36 para 45 toneladas. As obras começaram em junho de 2024, depois que inspeções identificaram danos estruturais que exigiram a ampliação dos serviços inicialmente contratados.
Contrato teve aumento de custo e prazo
Os registros públicos consultados apresentam valores ligeiramente diferentes para o contrato. Em abril, uma inspeção registrou investimento superior a R$ 24 milhões. Outro acompanhamento técnico apontou custo aproximado de R$ 25 milhões após três termos aditivos, ante o valor inicial de R$ 13,5 milhões — aumento próximo de 80%.
O prazo contratual também recebeu acréscimo de 337 dias, e o cronograma passou de 14 para 26 etapas mensais. A previsão registrada pelo controle externo era concluir o empreendimento em 17 de julho de 2026. A liberação integral do tráfego ocorreu 13 dias depois, enquanto serviços residuais no entorno ainda continuam.
Até a abertura das vias, não havia sido divulgado um balanço final que reunisse o valor efetivamente pago, todos os aditivos executados e a data prevista para a retirada completa do canteiro.
Manutenção periódica passa a ser a próxima exigência
O teste de carga confirma o comportamento das estruturas nas condições avaliadas e permite a abertura ao trânsito. A conservação de longo prazo, contudo, depende de inspeções regulares, manutenção preventiva e correção antecipada de novos sinais de deterioração.
O plano apresentado durante a fase final da obra prevê monitoramento contínuo e manutenção periódica das estruturas viárias do Plano Piloto. A execução desse acompanhamento será decisiva para evitar que intervenções preventivas voltem a ser substituídas por obras emergenciais, mais caras e com impacto prolongado sobre a mobilidade.
relacionadas, fontes e documentos:
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– Viadutos do Eixão são liberados para o trânsito (Agência Brasília)

