Ligar para 190 é indicado quando há risco para pessoas ou animais
Encontrar um animal silvestre dentro de casa, no quintal ou em uma área urbana do Distrito Federal exige calma e distância. A orientação é não tentar capturar, alimentar, tocar ou afugentar o animal.
O telefone 190 deve ser acionado quando o animal estiver fora de seu ambiente, ferido, preso ou em uma situação que represente risco para ele ou para as pessoas. A equipe especializada fará a avaliação e o encaminhamento adequado.
Quando acionar a Polícia Militar Ambiental
Ao registrar a ocorrência, informe o endereço completo, ponto de referência, espécie do animal — se for possível identificá-la sem se aproximar — e as condições em que ele se encontra.
Também é importante relatar se há ferimentos aparentes, crianças, idosos, animais domésticos ou risco imediato no local. Serpentes, tamanduás, capivaras, javalis e mamíferos de maior porte exigem atenção redobrada.
Enquanto aguarda o atendimento, mantenha pessoas e pets afastados, mas sem cercar o animal ou bloquear uma possível rota de saída.
Nem toda presença exige resgate
A presença de fauna silvestre em áreas urbanas não significa, por si só, que o animal esteja ferido ou precise ser removido. Se ele conseguir deixar o local com segurança, não é necessário interferir.
O saruê, por exemplo, pode permanecer imóvel como mecanismo de defesa, simulando estar morto diante de uma ameaça. Tocar no animal para verificar sua condição pode provocar estresse, mordidas ou agravar eventuais ferimentos.
Para situações recorrentes de convivência com a fauna, como primatas em telhados ou acessando apartamentos, a orientação técnica pode ser solicitada ao Brasília Ambiental pelo WhatsApp (61) 99187-3064.
Como proteger pessoas, pets e a fauna urbana
Algumas medidas reduzem os conflitos e evitam acidentes:
- mantenha cães e gatos supervisionados e sem livre acesso à rua;
- não deixe ração exposta em áreas externas;
- mantenha lixo e restos de alimentos bem fechados;
- instale telas de proteção e pode galhos próximos a janelas;
- não use produtos químicos, água, objetos ou armadilhas para expulsar o animal.
Animais domésticos podem ferir espécies nativas e também ficar expostos a ataques ou doenças. O abandono de cães e gatos agrava esse desequilíbrio, ao aumentar a competição por alimento e os conflitos com a fauna.
Filhotes e ninhos exigem observação antes do resgate
Aves encontradas fora do ninho nem sempre foram abandonadas. Em alguns casos, elas estão aprendendo a voar e os pais permanecem nas proximidades. Antes de recolher um filhote, o ideal é observar a situação à distância e buscar orientação especializada.
Ninhos em telhados ou outras estruturas também não devem ser removidos por iniciativa própria. Após a saída natural das aves, o morador pode limpar o espaço e vedar frestas para evitar novas ocupações.
Animal silvestre no DF pede convivência segura
A expansão urbana e os períodos mais secos tornam mais frequentes os encontros entre moradores e fauna nativa. A resposta mais segura é evitar o manejo improvisado, preservar a rota de fuga do animal e acionar o serviço adequado quando houver risco.
Relacionadas, fontes e documentos:
– DF orienta como solicitar recolhimento de animais soltos (Fonte em Foco)
– Capital Moto Week altera trânsito na Granja do Torto (Fonte em Foco)
– Jardins Mangueiral fica sem água nesta quinta-feira 23 (Fonte em Foco)
– Neoenergia leva atendimento gratuito a regiões do DF (Fonte em Foco)
– Resgate de Animais Silvestres — Polícia Militar do Distrito Federal
– Atendimento e Reabilitação da Fauna Silvestre — Brasília Ambiental
– Como agir ao encontrar um animal silvestre em perigo no DF — Agência Brasília

