Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeAnvisa amplia uso do Trodelvy contra câncer de mama

Anvisa amplia uso do Trodelvy contra câncer de mama

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla no Brasil

Estudo divulgado pela ABEM mostra demora no diagnóstico da esclerose múltipla e impactos no tratamento, trabalho e rotina.

Anvisa manda apreender produtos da United Labz

Anvisa manda apreender todos os produtos da United Labz por falta de registro, notificação ou cadastro sanitário no Brasil.

Os riscos das canetas emagrecedoras em crianças

Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para riscos do uso sem indicação de agonistas GLP-1 por crianças e adolescentes.

Anvisa proíbe Artro100 e recolhe lotes de creatina

Anvisa proíbe todos os lotes do Artro100 e recolhe três lotes da creatina Creagummy. Confira os números e como agir.

São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 2026

Com 18 mortes por febre maculosa em São Paulo, veja sintomas, quando procurar atendimento e como remover carrapatos com segurança.

SUS terá nova terapia para leucemia mieloide aguda

Leucemia no SUS terá nova terapia com venetoclax e azacitidina para adultos sem indicação de quimioterapia intensiva.
Publicidade

O que muda para pacientes com câncer de mama triplo-negativo

A Anvisa aprovou duas novas indicações para o Trodelvy, medicamento usado no tratamento de adultos com câncer de mama triplo-negativo. A mudança amplia o uso do remédio em primeira linha para pacientes com doença irressecável, localmente avançada ou metastática — justamente quando as opções costumam ser mais limitadas.

A decisão autoriza o uso do Trodelvy em dois cenários de tratamento de primeira linha.

O primeiro é em combinação com pembrolizumabe, para pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo irressecável, localmente avançado ou metastático, desde que os tumores expressem PD-L1 com CPS maior ou igual a 10.

O segundo é o uso do medicamento como monoterapia para pacientes adultos com o mesmo tipo de doença que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

Na prática, a aprovação desloca o Trodelvy para fases mais iniciais da terapêutica em pacientes com doença avançada. Antes, o medicamento já era registrado no Brasil para câncer de mama triplo-negativo irressecável ou metastático em adultos que haviam recebido duas ou mais terapias sistêmicas anteriores, incluindo ao menos uma para doença avançada.

Por que esse subtipo preocupa

O câncer de mama triplo-negativo é considerado um subtipo agressivo da doença. Segundo a Anvisa, ele está associado a pior prognóstico e a um número limitado de alternativas terapêuticas.

Essa limitação pesa mais nos casos localmente avançados, irressecáveis ou metastáticos. Nesses quadros, a agência aponta que os pacientes frequentemente apresentam rápida progressão clínica e elevada mortalidade.

É nesse ponto que a decisão regulatória ganha relevância pública. Ela não significa cura, nem substitui a avaliação médica individual, mas amplia o conjunto de opções oficialmente aprovadas para um grupo de pacientes com necessidade clínica importante.

Como o Trodelvy age no organismo

O sacituzumabe govitecana pertence à classe dos conjugados anticorpo-fármaco. Esse tipo de medicamento combina um anticorpo, que reconhece um alvo na célula tumoral, com uma substância quimioterápica.

No caso do Trodelvy, o alvo é a proteína Trop-2, presente na superfície de células cancerígenas. Ao se ligar a essa proteína, o medicamento libera a quimioterapia diretamente nas células do tumor, conforme a descrição técnica da Anvisa.

A aprovação das novas indicações foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 3.448, de 3 de setembro de 2026. A resolução consta na base AnvisaLegis como ato vigente relacionado à Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas.

Compreender limites é tão importante quanto saber que houve aprovação

A decisão da Anvisa mostra como a regulação sanitária pode alterar, de forma concreta, o caminho terapêutico disponível para pacientes com doenças graves. Em temas como câncer, a notícia não está apenas no nome de um remédio aprovado, mas no ponto em que ele passa a poder ser usado, em quais pacientes e com quais critérios.

O detalhe técnico importa: PD-L1, CPS, primeira linha, monoterapia e combinação não são enfeites de bula. São filtros que definem quem pode ou não se encaixar na nova indicação. Para o leitor, compreender esses limites é tão importante quanto saber que houve aprovação.

Relacionadas, fontes e documentos:

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.