Publicidade
InícioBrasilPolíticaMais de 158 milhões votam em 2026

Mais de 158 milhões votam em 2026

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Candidatos ao GDF vão às ruas

Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte, Ricardo Cappelli, Kiko Caputo, Samara Mineiro e Professor Robson têm agendas de rua, sabatinas e atos no DF.

Arma não entra na eleição

Justiça Eleitoral restringe armas no entorno da votação e proíbe CACs de transportar armas e munições no período eleitoral.

Voto em branco não escolhe ninguém

Voto em branco não conta como voto válido, não anula eleição e não é transferido para candidaturas no Governo do DF ou Senado.

Saidinha entra no radar eleitoral

Calendário de saída temporária no DF cruza com a reta final das eleições e exige distinção entre benefício penal e direito de voto.

Celular fica fora da cabine

Regras da Justiça Eleitoral proíbem celulares e dispositivos conectados na cabine para preservar o sigilo do voto nas eleições de 2026.

Voto nulo não vai para ninguém

Voto nulo não anula eleição nem é transferido; veja como ele afeta a conta dos votos válidos no DF em 2026.
Publicidade

Mais de 158 milhões podem votar neste domingo

O Brasil vai às urnas neste domingo, 4 de outubro de 2026, para o primeiro turno das eleições gerais. Ao todo, 158.745.463 eleitoras e eleitores estão aptos a votar para escolher presidente da República, governadores, dois senadores por unidade da Federação, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais, no caso do Distrito Federal.

A votação começa às 8h e termina às 17h, sempre pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila da seção eleitoral até o encerramento do horário poderá votar, conforme as regras da Justiça Eleitoral para o primeiro turno.

O tamanho do eleitorado faz deste domingo o maior dia de votação da história brasileira. A escolha individual de cada pessoa se soma a uma decisão coletiva sobre quem terá poder para governar, legislar, fiscalizar e representar a população nos próximos anos.

Seis cargos estarão em disputa

Cada eleitor votará em até seis cargos neste primeiro turno. A escolha inclui deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.

A ordem na urna começa pelo voto para deputado federal. Depois vêm deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente.

O Senado exige atenção dobrada porque duas vagas estarão em disputa. O eleitor deverá escolher dois nomes diferentes para senador, cada um com três dígitos, conferindo a tela antes de confirmar cada voto.

A urna pede calma e conferência

A urna eletrônica mostrará os dados do candidato antes da confirmação. O eleitor deve conferir nome, foto, número, cargo e partido; se perceber erro, pode apertar “Corrige” e refazer a digitação antes de confirmar.

Levar uma colinha em papel continua sendo uma das formas mais simples de evitar erro e demora. A anotação deve seguir a ordem de votação e ajuda a reduzir fila, confusão entre cargos e esquecimento de números.

O celular não pode entrar na cabine de votação. A proibição vale para aparelhos telefônicos, câmeras, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e qualquer instrumento capaz de comprometer o sigilo do voto.

Documento com foto é indispensável

Para votar, o eleitor precisa apresentar documento oficial com foto. A Justiça Eleitoral aceita identidade, Carteira de Identidade Nacional, identidade social, passaporte, carteira de trabalho física, CNH, carteira profissional de conselho de classe e e-Título com foto.

O e-Título só substitui o documento físico quando exibe fotografia. Se o aplicativo não mostrar foto, será necessário apresentar outro documento oficial de identificação com imagem.

A recomendação é conferir o local de votação antes de sair de casa. Separar documento, colinha e informação da seção evita pressa, deslocamento errado e chegada perto demais do fim da votação.

Biometria já alcança quase nove em cada dez eleitores

A maior parte do eleitorado brasileiro já tem biometria cadastrada. São 141.321.493 pessoas com identificação biométrica, o equivalente a 89,01% de quem está apto a votar nestas eleições.

A biometria ajuda a reforçar a identificação do eleitor na seção. Mesmo assim, quem ainda não tem cadastro biométrico regularizado e está apto a votar deve apresentar documento oficial com foto normalmente.

O dado mostra como a eleição brasileira combina escala e tecnologia. Em poucas horas, milhões de pessoas passam por seções eleitorais espalhadas pelo país, em um processo que exige organização, conferência e confiança institucional.

Jovens também entram na decisão

O eleitorado de 2026 inclui mais de 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos. Há 605,8 mil eleitores com 16 anos e pouco mais de 1 milhão com 17 anos, faixas em que o voto é facultativo.

A presença de jovens na eleição importa porque antecipa a entrada de uma geração no debate público. Para quem ainda não é obrigado a votar, comparecer à urna já é uma escolha de participação.

O voto facultativo de jovens e idosos lembra que democracia não é apenas obrigação. Ela também é vontade de participar, acompanhar e dizer que o país não será decidido sem a presença de quem se dispõe a escolher.

Eleição reúne milhares de candidaturas

A disputa de 2026 reúne cerca de 21 mil pedidos de candidatura. Mais da metade está concentrada nas eleições para assembleias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A Câmara dos Deputados tem 7.803 candidatos registrados. Também há cerca de 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital.

Essa quantidade de nomes reforça a importância de votar com informação. A escolha para cargos legislativos define quem vai propor leis, fiscalizar governos, discutir orçamento e representar interesses locais e nacionais.

Segundo turno pode ocorrer em 25 de outubro

Se houver segundo turno para presidente ou governador, a nova votação será em 25 de outubro. A etapa só ocorre nas disputas majoritárias em que nenhuma candidatura alcançar a votação necessária no primeiro turno.

Deputados e senadores serão definidos neste domingo. Para esses cargos, não há segundo turno, o que aumenta o peso da decisão tomada no primeiro turno.

O eleitor deve acompanhar o resultado com serenidade. Em uma democracia, vitória e derrota fazem parte do mesmo processo: a regra comum é o que permite que a disputa política seja resolvida pelo voto, não pela força.

Voto já foi negado a muitos brasileiros

O direito ao voto nem sempre esteve ao alcance de todos no Brasil. Ao longo da história, mulheres, pessoas analfabetas, populações indígenas e pobres enfrentaram exclusões ou barreiras para participar plenamente do processo eleitoral.

Os analfabetos voltaram a ter direito ao voto em 1985, e a Constituição de 1988 consolidou direitos políticos fundamentais. A ampliação da participação transformou o voto em uma das expressões mais importantes da cidadania brasileira.

Esse passado ajuda a entender por que o domingo de eleição não é apenas rotina administrativa. Cada seção aberta e cada voto registrado carregam a memória de quem lutou para que mais brasileiros pudessem escolher seus representantes.

Justiça Eleitoral organiza o caminho até a urna

Cabe à Justiça Eleitoral organizar o processo para que o voto seja exercido com segurança, sigilo e regularidade. Isso inclui cadastro de eleitores, preparação de urnas, treinamento de mesários, definição de regras, atendimento, fiscalização e totalização dos votos.

A função da Justiça Eleitoral não é escolher pelo eleitor, mas garantir que ele possa escolher livremente. O processo precisa proteger o sigilo do voto, a igualdade de condições, a regularidade das seções e a confiança no resultado.

A democracia depende tanto da urna quanto do respeito às regras ao redor dela. Documento, fila, prioridade, silêncio na cabine, proibição de celular e vedação à boca de urna não são detalhes burocráticos; são proteções para a liberdade de escolha.

O que o eleitor deve lembrar hoje

Antes de sair de casa, o eleitor deve conferir local de votação, documento oficial com foto e números dos candidatos. Também é recomendável sair com antecedência, especialmente em cidades com transporte cheio, chuva, trânsito ou longas distâncias.

Na seção, o melhor caminho é votar com calma e respeitar mesários e demais eleitores. Pessoas idosas, com deficiência, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo e outros grupos previstos nas regras têm prioridade de atendimento.

Depois de votar, a cidadania continua. A escolha de hoje será seguida por cobrança, fiscalização, acompanhamento de promessas e participação no debate público.

O Brasil cabe em uma fila

O grande dia da democracia brasileira aparece em uma cena simples: pessoas diferentes esperando a própria vez para votar. Na fila cabem discordâncias, histórias de vida, prioridades, esperanças, frustrações e visões opostas sobre o futuro do país.

A urna não apaga conflitos, mas oferece um método civilizado para organizá-los. Em vez de impor pela força, a democracia conta votos; em vez de exigir unanimidade, aceita divergência; em vez de encerrar a política, renova a responsabilidade pública.

Neste 4 de outubro de 2026, o Brasil volta a fazer uma pergunta a si mesmo. Quem deve conduzir o país, os estados e o Distrito Federal nos próximos anos? A resposta sairá de milhões de escolhas individuais — silenciosas, secretas e decisivas.

Relacionadas, fontes e documentos:

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.