Mulheres atendidas na rede pública do Distrito Federal voltaram a ter acesso com mais regularidade a cirurgias para tratamento de endometriose no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). Segundo a Secretaria de Saúde do DF, a retomada e a ampliação dos procedimentos ocorreram após a compra de novos instrumentos de videolaparoscopia, com investimento de R$ 300 mil.
Novos equipamentos destravam cirurgias de endometriose no HRS
Para pacientes que já tinham diagnóstico, mas aguardavam intervenção, o principal efeito é simples: menos risco de o tratamento ficar indefinidamente “na fila” por limitação técnica do centro cirúrgico. O HRS passou a realizar, em média, dois procedimentos por semana, cerca de oito por mês, conforme informou a SES-DF.
Retomada após compra de instrumentos e reforço de capacidade
A gerente do Centro Cirúrgico do HRS, Jéssica do Nascimento, afirmou que a aquisição ampliou a capacidade cirúrgica e ajudou a dar celeridade à lista de espera, além de trazer mais conforto às pacientes. “Estamos conseguindo reduzir o tempo de espera, com procedimentos ainda mais seguros”, disse.
Na prática, isso indica um ganho de resolutividade: com instrumental adequado, o hospital consegue programar e executar cirurgias com maior previsibilidade, o que tende a reduzir cancelamentos e gargalos em agendas já pressionadas.
Histórias de pacientes: dor prolongada e busca por diagnóstico
A SES-DF relatou o caso de Maria Sales, 50 anos, que passou quatro anos com dores até obter diagnóstico de endometriose e ser encaminhada para cirurgia no HRS. Outra paciente citada foi Ana Lúcia Alves, 49, que afirmou ter sentido alívio ao “dar nome” ao quadro após suspeita levantada na atenção básica. As duas falas foram divulgadas como exemplos do impacto da retomada dos procedimentos.
O que é endometriose e quais sinais exigem avaliação
A endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio passam a se desenvolver fora da cavidade uterina, podendo atingir estruturas como ovários, bexiga e intestino. Entre sintomas comuns descritos por serviços de saúde e materiais informativos estão cólicas intensas, dor pélvica, dor nas relações sexuais e queixas intestinais ou urinárias relacionadas ao período menstrual.
Por que a videolaparoscopia entra como peça central
A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva, feita com pequenas incisões e câmera, que permite identificar e remover lesões com maior precisão. No contexto do HRS, os novos instrumentos são apontados como “fundamentais” para viabilizar e ampliar as intervenções cirúrgicas, segundo a SES-DF.
Como buscar atendimento na rede pública do DF
Em caso de suspeita, a orientação divulgada é procurar uma UBS para avaliação inicial e, quando necessário, encaminhamento à atenção especializada, onde o paciente passa a integrar a lista de espera do procedimento indicado.
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