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CLDF divide plenário por CPI do caso BRB e Banco Master

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master dominou a Sessão Ordinária da Câmara Legislativa do DF (CLDF) nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, e expôs um racha previsível: oposição cobrando investigação própria da Casa, base do governo defendendo cautela e a espera dos desdobramentos da apuração da Polícia Federal (PF).

Debate sobre BRB e Banco Master domina sessão na CLDF

A oposição insistiu na abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para tratar das denúncias relacionadas ao caso. Já deputados da base do GDF afirmaram, em plenário, que a investigação deve seguir com a PF antes de qualquer conclusão política.

O que disseram governo e oposição no plenário

Líder do governo na CLDF, o deputado Hermeto (MDB) afirmou que “não quer passar pano”, mas considerou “muito precipitado” “crucificar” antes do fim da investigação, dizendo que a PF vai apurar “sem piedade” e citando medidas adotadas pelo banco para enfrentar a crise.

Do lado da oposição, o deputado Chico Vigilante (PT) defendeu que uma CPI seria o caminho para “elucidar os fatos” e argumentou que a “maior demonstração” de apoio à apuração seria a bancada governista assinar o pedido de CPI, propondo adesão dos 24 distritais.

O pano de fundo do caso e a apuração em curso

Fora do plenário, o caso já está no radar de órgãos de controle e investigação. Reportagens recentes apontam que depoimento na PF do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, mencionou a possibilidade de um prejuízo de até R$ 5 bilhões relacionado a operações com o Banco Master, mas também registram que o valor final dependeria de auditorias e apurações em andamento.

Na sessão desta terça, a própria Agência CLDF destacou que a base do governo sustentou a necessidade de aguardar os avanços da investigação comandada pela PF antes de medidas parlamentares adicionais.

Rio Melchior entra na pauta como exemplo de “ganhos” de CPI

No mesmo debate, a deputada Paula Belmonte (PSDB), que presidiu a CPI do Rio Melchior encerrada em dezembro de 2025, citou resultados que atribui ao trabalho da comissão, como a não demolição de uma escola na Guariroba, a não instalação de uma termelétrica e ações da Caesb para levar água potável e encanação a moradores.

O relatório final da CPI do Rio Melchior foi aprovado em 15 de dezembro de 2025 e encaminhado a órgãos competentes, segundo registros públicos sobre o desfecho da comissão.

Brasília Palace, Condepac e PPCUB: crítica e anúncio de ação

Ainda na sessão, o deputado Gabriel Magno (PT) criticou a análise de uma proposta de ampliação em área ligada ao Brasília Palace Hotel pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac-DF). Ele afirmou que o tema deve ser tratado no âmbito do PPCUB e defendeu a criação de um grupo de trabalho de patrimônio antes de autorizações, anunciando que o mandato entraria com ação no Ministério Público.

O assunto também foi tratado fora da CLDF: a Agência Brasília informou que o Condepac analisou apresentação técnica de projeto no lote do Brasília Palace, dentro do debate sobre preservação e parâmetros urbanísticos.

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