Parceria reforça centros que atendem mulheres em situação de violência
A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF no DF) firmou, nesta quarta-feira (11), um termo de colaboração com a Ação Social Renascer para fortalecer a gestão dos Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMBs). A parceria prevê cerca de 70 mil atendimentos ao longo de um ano e posiciona as unidades como portas de entrada estratégicas da rede de proteção no DF.
A vice-governadora Celina Leão afirmou que a prioridade é qualificar e ampliar o que já foi construído, com foco no acolhimento e na proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Onde ficam os CRMBs e o que muda com a gestão compartilhada
O acordo amplia e qualifica o atendimento humanizado e contínuo em quatro unidades inauguradas em 2025, localizadas em São Sebastião, Sol Nascente, Sobradinho II e Recanto das Emas. Com a gestão compartilhada, a SMDF aponta reforço da estrutura existente, ampliação dos serviços ofertados e qualificação da assistência a mulhere em situação de violência.
Além disso, o atendimento não se restringe às moradoras das regiões administrativas onde há CRMB, podendo contemplar mulheres de todo o Distrito Federal.
Foco em acompanhamento psicológico e capacitação profissional
Segundo a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, os primeiros meses de funcionamento das unidades ajudaram a identificar demandas prioritárias. Por isso, a pasta destacou a necessidade de ampliar o acompanhamento psicológico contínuo e de expandir oportunidades de capacitação profissional.
A SMDF também informou que será responsável pelo treinamento e pela capacitação contínua das equipes envolvidas, além do monitoramento e acompanhamento da execução do termo durante toda a vigência da parceria.
O que diz a organização parceira
A diretora financeira da Ação Social Renascer, Pamela Cristina Felix, afirmou que a formalização do termo amplia o suporte oferecido às vítimas porque o acolhimento começa no primeiro contato e segue com acompanhamento.
Por que o governo trata os CRMBs como “porta de entrada”
Na prática, o modelo busca concentrar, no mesmo espaço, acolhimento e encaminhamentos para a rede de proteção. Assim, a promessa é reduzir o “vai e vem” de quem procura ajuda, além de garantir continuidade no atendimento — que, nesse tipo de serviço, costuma ser o divisor de águas entre o registro e a proteção real.
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