Desemprego fica em 5,4% e renda bate recorde no Brasil
A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026. O índice repetiu o patamar observado no trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,4%) e caiu 1,1 ponto percentual ante novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%), segundo a PNAD Contínua.
Além disso, o rendimento real habitual chegou a R$ 3.652, considerado recorde na divulgação do IBGE.
O que os números mostram no “mundo real”
Os dados desenham um mercado de trabalho aquecido e resiliente, com desemprego baixo e renda subindo. Só que tem um porém que não cabe debaixo do tapete: o país ainda convive com muita gente no limite, seja por subutilização, seja por informalidade. Em outras palavras, a fotografia está melhor, mas a vida do brasileiro não virou comercial de margarina.
A população desocupada ficou em 5,9 milhões, estável no trimestre, e caiu 17,1% na comparação anual (menos 1,2 milhão de pessoas).
A população ocupada foi de 102,7 milhões, estável no trimestre e com alta de 1,7% no ano (mais 1,7 milhão).
Subutilização e informalidade ainda pesam
A taxa composta de subutilização ficou em 13,8%, estável no trimestre e 1,8 p.p. menor no ano. Já a população subutilizada somou 15,7 milhões.
A informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais, com leve melhora frente a trimestres anteriores e queda ante o mesmo período do ano anterior.
Renda cresce e massa salarial sobe
O rendimento real habitual (R$ 3.652) avançou 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimento real foi a R$ 370,3 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.
Onde o emprego avançou e onde recuou
Na comparação com agosto a outubro de 2025, houve aumento em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras/Imobiliárias/Profissionais e Administrativas e em Outros serviços. Por outro lado, a Indústria geral registrou redução.
No recorte anual, cresceram, entre outros, Administração pública, educação, saúde e serviços sociais e o mesmo agrupamento de Informação/Comunicação/Financeiras. Já Serviços domésticos caiu.
Leitura final
Sim, o desemprego em 5,4% é um marco importante. Porém, o “Brasil do dado” ainda esbarra no “Brasil do boleto”: informalidade alta e subutilização robusta continuam sendo o freio que impede muita gente de transformar ocupação em estabilidade. O número está bonito, mas o desafio segue feio.
Fontes e documentos:
– Agência de Notícias IBGE
– Release IBGE Sala de Imprensa

