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Petróleo dispara após guerra com Irã

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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Petróleo sobe forte e reacende alerta de inflação no Brasil

O preço do petróleo disparou no mercado internacional nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, primeiro pregão após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. No meio do caminho, está o ponto que costuma mandar mais do que discursos: a logística do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado por via marítima.

Na manhã, o Brent chegou a ganhar até cerca de 13% durante o pregão e operava próximo da faixa de US$ 79 em momentos do dia, enquanto o WTI também subia com força, refletindo a aversão a risco e a preocupação com embarques e seguros na região.

O gatilho do mercado foi Ormuz e não apenas o barril

Analistas e autoridades do setor apontam que o choque de preços tem menos a ver com “falta de petróleo no mundo” e mais com a possibilidade de interrupções no tráfego de navios, aumento do risco operacional e encarecimento do frete e do seguro de guerra.

O cenário ganhou tração após relatos de que dezenas de navios-tanque passaram a ficar ancorados e que houve danos a embarcações na área, num ambiente descrito como “fechamento de fato” por percepção de segurança, mesmo sem um bloqueio formal único.

O que se sabe sobre a escalada do conflito

Segundo a Reuters, Israel afirmou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto nos ataques, e o presidente dos EUA, Donald Trump, também declarou que ele foi morto após inteligência rastrear seus movimentos.

Opep+ tenta conter o pânico, mas o problema é a rota

A Opep+ anunciou um aumento modesto de produção para abril, num esforço de sinalização de oferta. Ainda assim, o mercado segue precificando risco porque produção sem rota segura vira petróleo “preso” no mapa.

Efeito no Brasil vai além da Petrobras

No Brasil, a alta do petróleo tende a favorecer empresas exportadoras de óleo, como a Petrobras, e a pressionar custos de combustíveis e derivados ao longo do tempo. A própria Petrobras, de acordo com a Reuters, indicou que vai monitorar a evolução do conflito, do câmbio e do petróleo antes de decisões sobre preços de combustíveis.

Ao mesmo tempo, o dólar reagiu com movimento típico de “fuga para segurança”, interrompendo a queda das últimas semanas e voltando para perto de R$ 5,20 em parte do dia, conforme relato da Agência Brasil.

O risco de “repique” na inflação e impacto nos juros

Se o petróleo permanecer caro, cresce a chance de pressão inflacionária, principalmente via combustíveis e cadeias logísticas. Em consequência, o espaço para cortes mais agressivos da Selic pode ficar mais apertado, num momento em que o mercado já vinha debatendo o tamanho do primeiro corte.

Fontes e documentos

– Reuters explica operação e morte de Ali Khamenei segundo Israel e Trump
– Reuters detalha salto do Brent e tensão em Ormuz
– Agência Brasil relaciona petróleo, dólar e efeitos no país
– AP News contextualiza impacto do Estreito de Ormuz e preços do petróleo

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