DF Folia 2026 tem multidões, diversidade e queda de ocorrências
O DF Folia 2026 entrou no modo “histórico” sem precisar apelar para exagero. No sábado, 14 de fevereiro de 2026, e no domingo, 15, grandes blocos arrastaram público no centro de Brasília, especialmente na região do Museu Nacional, onde fica a estrutura do Carnaval Monumental, com discursos explícitos de respeito, diversidade e acessibilidade.
No domingo, o Bloco das Montadas reuniu público estimado em mais de 100 mil pessoas e teve show de Gretchen, em uma edição marcada pela pauta LGBTQIAPN+ e pela ocupação massiva do espaço público.
Bloco do Amor e Montadas viram termômetro da festa
No sábado, o Bloco do Amor concentrou foliões no entorno do Museu Nacional, com o tema de um carnaval “respeitoso e livre de preconceitos”, segundo a cobertura da Agência Brasil.
Já no domingo, o Bloco das Montadas virou símbolo de duas variáveis que o poder público tenta conciliar todo ano: grande público e baixa fricção. A multidão tomou a plataforma do circuito no centro, com repertório e estética que misturam performance, fantasia e música pop, em clima de celebração coletiva.
Segurança e conscientização entram na conta do GDF
O Governo do Distrito Federal afirma que houve queda de 42% nas ocorrências no fim de semana, na comparação com o ano passado, e usa o indicador para sustentar a narrativa de um carnaval mais seguro entre capitais.
Aqui, vale a precisão técnica: o número aparece em comunicados e reportagens citando o GDF, enquanto outra divulgação ligada ao tema fala em 42,9% na “média diária de ocorrências policiais” em referência a edições anteriores, o que sugere métricas diferentes (volume do período versus média diária) e reforça a necessidade de transparência na metodologia quando o dado vira selo de qualidade.
Raparigueiros e Baile da Piki ampliam o mapa da folia
No domingo, o Gran Folia também teve o Bloco dos Raparigueiros, com público estimado em cerca de 40 mil pessoas e repertório associado ao carnaval baiano.
Além do eixo central, eventos em outras regiões administrativas, como Águas Claras, foram apresentados como parte de uma estratégia de descentralização e de ocupação com foco em acolhimento.
Investimento e operação definem a régua do DF Folia
O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, realizada via chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões e parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, segundo informações oficiais e cobertura local.
Na prática, esse é o ponto em que o discurso precisa virar evidência: para sustentar que foi “histórico” por mérito público, o que interessa ao cidadão é saber se o dinheiro se converteu em infraestrutura, acessibilidade, atendimento e integração de segurança, e não apenas em fotos bonitas com glitter.

