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Nova perereca Ololygon paracatu é descrita no Cerrado

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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Ololygon paracatu entra no mapa do Cerrado mineiro

Pesquisadores descreveram uma nova espécie de perereca com ocorrência conhecida apenas no noroeste de Minas Gerais. Batizada de Ololygon paracatu, ela foi registrada em duas localidades próximas no município de Paracatu, um recorte de distribuição tão estreito que já coloca a conservação do habitat no centro da discussão.

Estudo reúne UnB ICMBio UFG e museu argentino

A pesquisa envolve a Universidade de Brasília (UnB), o ICMBio, a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O trabalho foi publicado na revista científica Zootaxa, que detalha a descrição formal da espécie e sua posição no grupo Ololygon catharinae.

Evidência veio de genética morfologia e vocalização

A confirmação da espécie combinou análises genéticas, comparação morfológica e gravações de vocalizações, além do apoio de coleções biológicas, etapa tratada como essencial para reduzir erro de identificação em grupos muito parecidos entre si.

Tamanho e diferenças que separam a nova espécie

De acordo com o estudo, os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros. A espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras do mesmo gênero, o que sustentou a descrição como espécie nova.

Habitat em mata de galeria reforça alerta hídrico

Como outras espécies do gênero, a Ololygon paracatu vive em matas de galeria, associadas a rios e córregos de águas rápidas e leito rochoso. O nome faz referência ao Rio Paracatu, importante afluente do São Francisco, e os autores relatam sinais de degradação em parte dos riachos observados, como assoreamento, um aviso direto sobre a fragilidade do sistema hídrico local.

Descrição científica também é ferramenta de proteção

A primeira autora, Daniele Carvalho (RAN-ICMBio), afirma que a conservação dos córregos e riachos onde a espécie ocorre é decisiva para sua sobrevivência e para a integridade da bacia do Paracatu. Já Reuber Brandão (UnB) ressalta que o Cerrado é rico em anfíbios, mas segue subestimado e pressionado, o que aumenta o peso de descobertas com distribuição restrita.

Links relacionados

Reportagem da Agência Brasil sobre a descoberta
Página do artigo na Zootaxa com detalhes técnicos e DOI
Edição da Zootaxa onde o artigo foi publicado

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