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Ressaca ou intoxicação sinais de alerta no Carnaval

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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Quando a ressaca vira emergência no Carnaval

Dor de cabeça, enjoo, fraqueza e sede intensa costumam aparecer depois do exagero e, na maioria das vezes, melhoram com hidratação, alimentação leve e repouso. O problema começa quando o quadro deixa de ser desconforto e vira risco clínico, algo que tende a crescer no Carnaval por causa de calor, longas horas de festa, pouca comida e mistura de álcool com outras substâncias.

O que é ressaca e por que ela acontece

A ressaca é uma reação do organismo ao excesso de álcool. Ela combina desidratação, irritação gástrica e queda de energia, além de sono ruim. Nesse cenário, água, bebidas de reidratação e comida leve costumam ajudar, mas “atalhos” podem piorar: anti-inflamatório com estômago vazio aumenta risco de gastrite e sangramento, e “beber de novo para curar” só empurra o problema para mais tarde.

Sinais de alerta de intoxicação alcoólica

Quando surgem sinais de intoxicação, não é hora de “esperar passar”. Autoridades de saúde e serviços clínicos listam como alertas confusão intensa, dificuldade para manter a pessoa acordada, vômitos repetidos, convulsões, respiração lenta ou irregular e pele fria ou arroxeada, entre outros.
Um ponto que se repete nas orientações é direto: não assuma que a pessoa “vai dormir e melhorar” quando há suspeita de intoxicação, porque o quadro pode evoluir enquanto ela está inconsciente.

Se houver dificuldade para acordar, respiração anormal, desmaio ou convulsão, o correto é acionar emergência imediatamente. Em casa ou na rua, a prioridade é segurança: manter a pessoa sob observação, colocá-la de lado se houver risco de vômito e não oferecer líquidos se ela estiver sonolenta ou inconsciente, para evitar engasgo.

Mistura com energético piora o risco

A combinação de álcool com energético merece cuidado extra. A cafeína pode mascarar a sedação causada pelo álcool, dando uma falsa sensação de lucidez que favorece mais consumo e decisões arriscadas.
Além disso, há literatura apontando aumento de risco cardiovascular, incluindo arritmias, quando se associa bebida energética e álcool, especialmente em contextos de excesso e desidratação.

Um alerta extra em tempos de festa

Em períodos de grande circulação, existe também o risco de bebidas adulteradas. Quando os sintomas fogem do padrão e surgem sinais como confusão intensa e, sobretudo, alterações visuais após consumo de álcool, a orientação do Ministério da Saúde é procurar atendimento de urgência.

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