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Eleições 2026 DF: Celina lidera duas pesquisas para governo

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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Eleições 2026 no DF: Celina Leão mantém vantagem sobre Leandro Grass nas duas últimas pesquisas para governador

A disputa pelo Governo do Distrito Federal chega aos últimos nove dias de campanha com Celina Leão (PP) à frente de Leandro Grass (PT). As duas pesquisas mais recentes divulgadas após o primeiro turno, realizadas pelos institutos Real Time Big Data e Quaest, mostram a atual governadora com 53% das intenções de voto. Grass aparece com 36% e 33%, respectivamente. A eleição será decidida em 25 de outubro.

A vantagem de Celina varia entre 17 e 20 pontos percentuais nos levantamentos. Embora a governadora mantenha a liderança, os números também mostram diferenças na proporção de eleitores indecisos e daqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto. Esses grupos ajudam a compreender o que ainda está em disputa na reta final da eleição.

O que mostram as duas pesquisas mais recentes para o Governo do DF

Os levantamentos divulgados em 12 e 14 de outubro apontam o mesmo cenário de liderança, mas apresentam diferenças importantes na composição das intenções de voto.

Real Time Big Data

14 de outubro

Celina Leão (PP): 53%
Leandro Grass (PT): 36%
Brancos e nulos: 8%
Indecisos: 3%
1.600 entrevistados | Campo: 9 a 13/10 | Margem de erro: ±2 pontos percentuais | Confiança: 95% | Registro DF-01170/2026

Quaest

12 de outubro

Celina Leão (PP): 53%
Leandro Grass (PT): 33%
Brancos, nulos ou nenhum: 8%
Não sabe: 6%
1.104 entrevistados | Campo: 8 a 11/10 | Margem de erro: ±3 pontos percentuais | Confiança: 95% | Registro DF-08737/2026

Celina registra exatamente o mesmo percentual nas duas pesquisas: 53%. Grass aparece três pontos acima no Real Time Big Data, mas essa diferença entre institutos não significa, por si só, que o candidato tenha crescido no período.

Os trabalhos de campo se sobrepõem parcialmente, e os institutos utilizaram procedimentos distintos. Por isso, a comparação permite identificar a convergência dos cenários, mas não estabelecer uma trajetória de crescimento ou queda com a mesma segurança oferecida por pesquisas sucessivas de um único instituto.

O tamanho da vantagem na reta final

Vantagem no Real Time Big Data: 17 p.p.
53% contra 36%

Vantagem na Quaest: 20 p.p.
53% contra 33%

As duas vantagens são superiores às respectivas margens de erro e indicam liderança consistente de Celina Leão nos cenários medidos. Ainda assim, pesquisas representam a intenção dos entrevistados durante a coleta, não a contagem antecipada dos votos.

Primeiro turno terminou com menos de um ponto para a vitória de Celina

O segundo turno no Distrito Federal foi definido depois que Celina Leão recebeu 49,93% dos votos válidos em 4 de outubro. A governadora ficou a apenas 0,07 ponto percentual da maioria necessária para vencer na primeira votação.

Leandro Grass chegou ao segundo turno com 34,47% dos votos válidos. A diferença entre os dois candidatos foi de 15,46 pontos percentuais, em uma eleição que também contou com outras candidaturas ao Palácio do Buriti.

Celina Leão (PP): 49,93%

825.530 votos no primeiro turno

Leandro Grass (PT): 34,47%
569.930 votos no primeiro turno

A nova votação muda a dinâmica da disputa porque o eleitor terá apenas duas opções de candidatura ao governo. Votos destinados anteriormente a outros concorrentes poderão migrar para Celina ou Grass, transformar-se em votos brancos ou nulos ou deixar de ser depositados nas urnas.

Os percentuais das pesquisas não devem ser confundidos com o resultado efetivo de 4 de outubro. A apuração oficial registra votos depositados, enquanto os levantamentos medem declarações de intenção de voto em amostras de entrevistados.

Brancos, nulos e indecisos ainda fazem parte da disputa

A diferença mais perceptível entre as pesquisas está no número de pessoas que ainda não indicaram um candidato. A Quaest registra 6% de entrevistados que não sabem em quem votar, contra 3% no Real Time Big Data.

Nos dois levantamentos, 8% dos entrevistados declaram intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos.

Eleitores sem preferência por um dos candidatos

Quaest: 14%
8% brancos/nulos/nenhum e 6% indecisos

Real Time Big Data: 11%
8% brancos/nulos e 3% indecisos

Esses percentuais mostram que existe uma parcela do eleitorado fora das duas candidaturas, mas não significam que todos esses votos estejam disponíveis para um mesmo concorrente. Parte das pessoas já pretende votar em branco ou anular o voto, enquanto outras ainda podem escolher entre os candidatos.

A Quaest também identificou que 88% dos entrevistados consideravam sua escolha definitiva. Os outros 12% admitiam a possibilidade de mudar o voto até o segundo turno.

O peso dos eleitores que não compareceram ao primeiro turno

Mais de 426 mil eleitores do Distrito Federal deixaram de votar em 4 de outubro. A abstenção alcançou 18,99% do eleitorado apto, um contingente que pode influenciar a composição dos votos no segundo turno.

Participação eleitoral no DF em 4 de outubro

426.067: Eleitores ausentes no primeiro turno.

2.243.988: Eleitorado apto

18,99%: Abstenção

Quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente do segundo, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular. Cada turno é considerado uma eleição independente, e a ausência na primeira votação não impede o comparecimento à próxima.

Isso torna a participação eleitoral uma variável importante para 25 de outubro. O desempenho dos candidatos dependerá não apenas das escolhas de quem já votou, mas também do comportamento dos eleitores que comparecerem às urnas.

O que está em jogo no Governo do Distrito Federal

Celina Leão tenta conquistar um novo mandato, enquanto Leandro Grass busca levar a oposição ao comando do Executivo distrital. A governadora concorre pelo PP, tendo Gustavo Rocha (Republicanos) como candidato a vice. Grass disputa pelo PT, acompanhado de Dora Gomes (PV).

A eleição definirá quem ficará responsável pela administração do Distrito Federal nos próximos quatro anos, incluindo decisões sobre orçamento, saúde, educação, mobilidade, segurança pública e funcionamento dos serviços governamentais.

O contraste entre continuidade administrativa e alternância de poder é uma das características centrais da disputa. A avaliação do governo e as propostas apresentadas pelas candidaturas integram o processo de escolha dos eleitores, embora as pesquisas de intenção de voto, isoladamente, não expliquem todas as razões de cada preferência.

Por que a vantagem nas pesquisas não encerra a eleição

As duas pesquisas mais recentes mostram Celina Leão em posição favorável, mas a liderança nas intenções de voto não substitui a decisão do eleitor nas urnas.

Os resultados apresentam uma convergência relevante: ambos os institutos registram 53% para a governadora, com diferenças de 17 e 20 pontos em relação a Grass. Ao mesmo tempo, há eleitores indecisos, pessoas que admitem mudar de preferência e um contingente expressivo que não participou da primeira votação.

A leitura conjunta desses elementos ajuda a distinguir duas coisas. A primeira é o cenário medido pelas pesquisas, no qual Celina lidera. A segunda é o resultado da eleição, que dependerá dos votos efetivamente depositados em 25 de outubro.

A decisão sobre o próximo governo do Distrito Federal permanece nas mãos dos eleitores. Até lá, as pesquisas ajudam a compreender a disputa, mas não determinam seu desfecho.

Fontes e Documentos:

Realtime BigData DF: Celina tem 60% dos votos válidos e Grass, 40% (UOL)

Quaest DF: Celina Leão tem 53% e Leandro Grass 33% no segundo turno (UOL)

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o 2º turno no Distrito Federal (Tribunal Superior Eleitoral)

Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente no segundo (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal)

Pesquisas eleitorais (Tribunal Superior Eleitoral)

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