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GOVERNO E CONGRESSO FECHAM ACORDO SOBRE IOF

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Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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O Governo Federal, o Senado e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para a votação da Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (7). Contudo, as concessões feitas por todas as partes devem resultar em uma perda de cerca de R$ 3 bilhões na arrecadação prevista para 2026.

O acordo foi selado em reunião no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a presença do líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues. Haddad declarou que as divergências que travavam o avanço do texto foram superadas.

“Depois dos esclarecimentos feitos, parece que o calendário agora vai seguir o seu caminho, evidentemente com o aval do governo, que está dando apoio ao deputado Zarattini”, afirmou Haddad ao sair do Senado.

A pressa é justificável: a MP precisa ser votada pelo Congresso até esta quarta-feira (8) para não perder a validade.

Governo Recua em LCI/LCA e Apostas Online

As negociações exigiram ajustes significativos do Executivo e dos parlamentares. Entre as principais concessões, o governo decidiu manter a isenção sobre as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), recuando da proposta inicial de tributação. Haddad explicou que o recuo atendeu a um apelo do setor produtivo, que alegou o impacto negativo da cobrança em um cenário de juros elevados.

Dessa forma, o governo precisará apertar a regulação para estancar a perda de arrecadação. O ministro explicou que deve reforçar os critérios para que os recursos investidos em LCI e LCA sejam aplicados nas operações de crédito ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário no Brasil.

Outro ponto negociado foi a tributação das casas de apostas eletrônicas. O governo desistiu de elevar o imposto sobre as bets, mas incluiu uma compensação. Assim, as empresas que operavam no país antes da regulamentação do setor deverão pagar 30% da receita obtida nesse período.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda previa arrecadar R$ 20 bilhões com a MP. Com as modificações, a estimativa de receita foi reduzida para R$ 17 bilhões.

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