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Governo quer flexibilizar a obtenção da CNH e reduzir custos em até 80%

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Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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O Ministério dos Transportes abriu, nesta quinta-feira (2), uma consulta pública para discutir mudanças nas regras de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta prevê que os candidatos tenham mais liberdade para escolher como se preparar para os exames teórico e prático, que seguem sendo obrigatórios.

A principal alteração sugerida é o fim da obrigatoriedade de contratação de autoescolas, permitindo que o candidato opte também por instrutores autônomos credenciados.

Democratização do acesso

Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, o atual modelo é caro e burocrático, o que impede milhões de brasileiros de obter a CNH.

“Hoje, os altos custos e a burocracia impedem milhões de pessoas de ter a habilitação. São 20 milhões de brasileiros dirigindo sem carteira, porque o modelo atual é excludente, caro e demorado demais”, afirmou.

Com a proposta, a expectativa do governo é ampliar a inclusão e tornar o trânsito mais seguro, reduzindo custos que hoje podem ultrapassar R$ 3,2 mil.

“O cidadão terá mais liberdade para escolher como se preparar para as provas do Detran, de forma mais personalizada e acessível. O objetivo é democratizar o acesso à CNH”, acrescentou o ministro.

Mudanças previstas

Entre as alterações em análise estão:

  • Fim da carga horária mínima de 20 horas-aula práticas, cabendo ao candidato decidir como se preparar;

  • Formação de instrutores autônomos credenciados pelos Detrans;

  • Cursos digitais oferecidos pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para capacitação dos profissionais;

  • Ampliação das opções de formação teórica, inclusive em formatos online.

De acordo com projeções do governo, o custo da habilitação poderá cair em até 80% com a flexibilização.

Consulta pública

A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, aberta à participação de qualquer cidadão. Após esse período, as sugestões serão analisadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), responsável por deliberar sobre a implementação das mudanças.

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