Nova ala no HRT eleva vagas e moderniza a hemodiálise
A nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) já está em funcionamento e foi apresentada nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, durante visita da vice-governadora Celina Leão. A agenda ocorreu com foco na ampliação da capacidade de hemodiálise na rede pública e na modernização da estrutura física do serviço.
Segundo Celina Leão, a estratégia do GDF combina a troca de equipamentos em toda a rede com a requalificação dos ambientes hospitalares. Ela citou obras já concluídas em Taguatinga e no Gama e indicou Sobradinho como próximo hospital a receber a reestruturação física.
O que mudou no Hospital Regional de Taguatinga
No HRT, a reforma foi estrutural e incluiu adequações elétricas, renovação de ambientes e a troca integral do sistema de osmose reversa, peça central para a segurança do tratamento.
A Secretaria de Saúde aponta que o investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a compra de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com isso, a capacidade do hospital passou de 50 para 140 vagas.
Por que a osmose importa
A osmose reversa é o sistema que purifica a água usada na hemodiálise. Por isso, a troca do equipamento e das tubulações é tratada como requisito técnico de segurança, não como “reforma estética”.
Rede cresce 157 por cento e mira expansão maior
Com as intervenções no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento hospitalar subiu de 70 para 180 vagas, alta de 157%, de acordo com o governo.
Além disso, a Secretaria de Saúde informou que prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a participação de clínicas particulares. A expectativa divulgada é aumentar a oferta em cerca de 700 vagas, com publicação “nos próximos dias”.
Ampliação no HRG reforça suporte a pacientes críticos
No HRG, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na semana anterior à visita ao HRT, após investimento aproximado de R$ 3 milhões. A modernização incluiu troca do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 máquinas, monitores, poltronas e adequações de infraestrutura.
Com isso, a capacidade oficial hospitalar do HRG dobrou de 20 para 40 vagas. O hospital também ampliou o suporte dialítico para emergências e UTI, medida que o governo associa ao aumento do “giro de leitos” e à redução de transferências.
O que os números significam para o paciente
Quando a rede tem vaga e retaguarda técnica, o paciente tende a esperar menos por sessão, evita deslocamentos desnecessários e tem maior previsibilidade de cuidado. Ao mesmo tempo, a promessa de expansão via credenciamento só se sustenta se vier acompanhada de critérios claros de qualidade, fiscalização e integração de regulação de vagas, porque hemodiálise não é serviço para improviso.
A Secretaria de Saúde informou que, em 2025, o HRT realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise e o descreveu como maior serviço do DF, com referência regional.

