Metrô-DF lança licitação para concluir Estação Onoyama em Taguatinga
Depois de mais de uma década de espera, a conclusão da Estação Onoyama voltou à etapa de contratação. O Metrô-DF lançou nesta quarta-feira (21/10) a licitação para finalizar a estrutura localizada em Taguatinga, entre as estações Praça do Relógio e Centro Metropolitano, no ramal que segue em direção a Ceilândia.
O edital prevê a contratação de empresa para desenvolver os projetos necessários e executar as obras que faltam para colocar a estação em funcionamento. A expectativa do Metrô-DF é acrescentar aproximadamente 11 mil usuários por dia ao sistema metroviário quando Onoyama entrar em operação.
11 MIL USUÁRIOS POR DIA
É a estimativa de novos passageiros que poderão ser incorporados ao sistema com a conclusão da Estação Onoyama.
27 ESTAÇÕES ATIVAS
Quantidade de estações atualmente em funcionamento no sistema do Metrô-DF.
160 MIL PASSAGEIROS POR DIA
Média informada pelo Metrô-DF para o atual sistema metroviário do Distrito Federal.
Estação fica entre Taguatinga e o ramal de Ceilândia
A localização de Onoyama ajuda a explicar por que a conclusão da estação é relevante para a mobilidade na região. A estrutura fica entre Praça do Relógio e Centro Metropolitano, em um trecho utilizado diariamente pelos trens que seguem pelo ramal de Ceilândia.
Embora os trilhos já façam parte da operação regular, a estação permanece sem receber passageiros.
A futura abertura deverá criar um novo ponto de entrada e saída no sistema, ampliando o acesso principalmente para moradores e trabalhadores de Taguatinga e áreas próximas.
Para quem hoje precisa se deslocar até outra estação para embarcar, uma parada intermediária pode reduzir trajetos complementares feitos a pé, de ônibus, carro ou transporte por aplicativo.
Licitação inclui projetos e execução das obras
A empresa ou consórcio contratado não ficará responsável apenas por uma reforma pontual. O escopo anunciado inclui a elaboração dos projetos necessários à conclusão e a execução das obras civis, de arquitetura, urbanização, instalações prediais e sistemas da estação.
Isso significa que a contratação deverá tratar tanto da estrutura física quanto dos componentes necessários para integrar Onoyama à operação do metrô.
O objetivo final é entregar uma estação pronta para funcionar como parte efetiva da Linha 1.
Entre as intervenções associadas ao empreendimento em planejamentos anteriores do Metrô-DF aparecem acessos para passageiros, passagem de pedestres, estacionamento, urbanização e estruturas de superfície.
Valor atual da contratação permanece sob sigilo
O custo estimado desta licitação não foi tornado público nesta fase do processo. O valor deverá permanecer sigiloso até a etapa prevista pelas regras internas da companhia para julgamento das propostas.
Documentos de planejamento anteriores chegaram a trabalhar com uma estimativa de R$ 30 milhões para a conclusão de Onoyama em propostas de captação de recursos.
Esse valor histórico, porém, não deve ser confundido com o orçamento da licitação lançada agora. O preço de referência atual do contrato segue reservado no procedimento.
A diferença é importante porque projetos antigos podem sofrer atualização de custos, escopo, soluções de engenharia e condições de execução ao longo dos anos.
Onoyama aparece há anos nos planos do Metrô-DF
A conclusão da estação é uma pendência antiga do sistema metroviário do Distrito Federal. Documentos da própria companhia já registravam Onoyama entre as estruturas da Linha 1 ainda não implementadas integralmente.
Planos anteriores previram atualização de anteprojetos, obtenção de autorizações e abertura de licitação, mas o empreendimento continuou sem chegar à fase de operação comercial.
Em avaliação de metas do Metrô-DF realizada em 2024, a conclusão de Onoyama ainda aparecia com anteprojetos em atualização e recursos não garantidos.
O edital publicado agora representa, portanto, uma mudança concreta de etapa: o projeto sai novamente do planejamento e entra em um processo de seleção de quem deverá concluir a obra.
Isso ainda não equivale à inauguração. Entre a licitação e o embarque do primeiro passageiro existem etapas de disputa, contratação, projetos, execução, testes e liberação operacional.
Sistema já transporta cerca de 160 mil passageiros por dia
A Estação Onoyama será incorporada a uma rede que atualmente transporta, em média, cerca de 160 mil usuários diariamente.
O sistema possui aproximadamente 42,3 quilômetros de linhas e 27 estações em operação. Os ramais ligam o centro de Brasília a áreas como Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
A configuração em formato de Y divide os trens em dois ramais depois de Águas Claras: um segue para Ceilândia e outro para Samambaia.
Onoyama fica justamente no eixo que atende uma das áreas mais movimentadas e populosas do corredor oeste do Distrito Federal.
A estimativa de 11 mil novos usuários por dia, caso se concretize, representaria um aumento relevante na quantidade de pessoas com acesso direto à rede a partir desse trecho.
Nova estação pode mudar deslocamentos dentro de Taguatinga
Uma estação de metrô não afeta apenas quem já usa o trem. A localização de um novo ponto de embarque pode reorganizar trajetos de ônibus, caminhadas, viagens de bicicleta e deslocamentos de automóvel feitos até as estações existentes.
Para o passageiro, o ganho potencial está na redução da distância necessária para entrar no sistema.
A abertura também pode distribuir melhor o fluxo atualmente concentrado em outras estações próximas.
Esse efeito será especialmente importante se os acessos de Onoyama forem conectados de maneira eficiente às ruas, calçadas, linhas de ônibus e demais formas de deslocamento da região.
Uma estação não funciona isoladamente: seu valor para a mobilidade depende de como o passageiro consegue chegar até ela e continuar a viagem depois do desembarque.
Licitação é avanço, mas ainda há caminho até a abertura
A publicação do edital é uma etapa relevante porque transforma uma intenção antiga em um procedimento formal de contratação. Ao mesmo tempo, ainda não significa que a estação esteja perto de receber passageiros imediatamente.
O processo precisa avançar até a escolha da empresa responsável, formalização do contrato e execução do conjunto de serviços previstos.
Depois das obras, sistemas operacionais e estruturas destinadas aos passageiros precisam ser testados e integrados à rede existente.
Para o usuário, a data realmente decisiva será a de entrada da estação em operação — e essa etapa depende do andamento da licitação e da futura execução do contrato.
Uma estação inacabada não gera mobilidade
A história de Onoyama mostra a diferença entre possuir infraestrutura construída e entregar efetivamente um serviço público. Durante anos, os trens passaram pelo trecho enquanto a estrutura permaneceu fora da rotina de quem utiliza o metrô.
A nova licitação cria a oportunidade de encerrar essa diferença.
Se a estimativa de 11 mil usuários diários se confirmar, o impacto não estará apenas no número de passageiros do sistema. Estará principalmente na rotina de moradores que poderão ganhar um novo acesso ao transporte sobre trilhos em uma área já atravessada pela Linha 1.
Depois de tantos anos de planejamento e estruturas incompletas, o principal indicador de sucesso não será o lançamento do edital nem a assinatura de um contrato. Será a estação aberta, integrada à cidade e recebendo passageiros.
Fontes e Documentos:
- Metrô-DF lança edital para conclusão da Estação Onoyama, em Taguatinga (Metrópoles)
- Sistema Metroviário (Companhia do Metropolitano do Distrito Federal)
- Avaliação dos Objetivos e Metas do Metrô-DF (Companhia do Metropolitano do Distrito Federal)
- Balanço do exercício findo em 31 de dezembro de 2024 e 2023 (Companhia do Metropolitano do Distrito Federal)
- Nota Técnica nº 1/2025 sobre o Metrô-DF (Câmara Legislativa do Distrito Federal)

