Alckmin apoia suspensão de “penduricalhos” e cita teto constitucional
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou nesta quinta-feira (6) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento dos chamados “penduricalhos” — verbas que, na avaliação do ministro, burlam o teto remuneratório constitucional, hoje em R$ 46,3 mil. A medida alcança os Três Poderes.
O que o STF determinou
Pela decisão, órgãos dos Três Poderes têm prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamentos de verbas indenizatórias sem base legal, dentro do contexto apontado na decisão como mecanismo de manutenção de supersalários.
O que Alckmin disse no sindicato em São Paulo
Alckmin comentou o tema ao palestrar no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), na capital paulista. Ele afirmou ter “ficado feliz” ao ver a notícia e citou o impacto do gasto público sobre contribuintes, mencionando trabalhadores de baixa renda ao defender o prestígio a medidas que reduzam distorções remuneratórias no serviço público.
Democracia e instituições no discurso aos sindicalistas
Ao final da fala, o vice-presidente também exaltou a democracia e as instituições brasileiras, dizendo que o que diferencia posições políticas é o apreço pela democracia. Alckmin afirmou ainda que “as pessoas passam” e que “as instituições ficam”, relacionando desenvolvimento a boas instituições e sociedade civil organizada.

